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O URSO FAMINTO



Pois, o que aproveita ao homem ganhar o mundo, se perder sua alma?” (Mt 16:26)

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.

Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.

O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.


Em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.

Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.

Quantos, sem visão nenhuma, se agarram a situações, a pessoas, a vícios sem conseguir enxergar que, na verdade, estão se agarrando ao sofrimento, à escravidão... Quantos preferem sentir dores profundas do que agir para libertar-se. O medo da solidão, o medo de errar ou de serem julgados os prende a um sofrimento contínuo e desgastante. O medo os escraviza e os torna cegos. Outros não largam o que lhes faz sofrer por apego... Mas veja bem... Tudo na vida tem a dose certa para ser vivido. É por isso que Jesus nos disse que não devemos nos apegar a nada neste mundo, nem mesmo à pessoas, à cargos, à posição social... Porque o apego gera cegueira, gera paralisia, acomodação, gera escravidão...O apego, com o tempo, gera dor, sofrimento, angústia... Neste dia eu te pergunto: o que em sua vida tem gerado em você dor e escravidão? Que tipo de apego tem cegado os seus olhos?

Não tenha medo de mudar, porque as mudanças são necessárias e quem não está preparado para isso corre o risco de ter o mesmo fim do urso... Tenha a coragem e a visão que ele não teve. Retire de seu caminho tudo aquilo que te faz mal, que você sabe que está lhe impedindo crescer. Ore e escute o que Deus tem pra lhe dizer e não se apegue a nada deste mundo.

Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!

(AUTOR DESCONHECIDO)

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