Alabaster Box
Mostrando postagens com marcador Lucas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lucas. Mostrar todas as postagens

Lula chama de "bobagem" declaração de Jesus

Lula ironiza passagem bíblica que promete o céu para os pobres

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva afirmou nessa semana, durante um discurso em Salvador, que é bobagem acreditar que o pobre só vai ganhar os céus depois da morte, ironizando a passagem escrita em Lucas 18:25 que diz:

Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.

Em sua participação no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia 2011/2012 (que aconteceu nesta quinta-feira, 21, em Salvador), ele motivou os trabalhadores rurais dizendo que o céu tem que ser aqui na Terra também, dando aos operários as mesmas condições de vida dos ricos, que não vão herdar o Reino dos Céus após a morte, mas já desfrutam disso durante a vida.

Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. 'É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu'. O rico já está no céu, aqui”, disse.

Cheio de boas intenções, Lula diz que o céu tem que ser aqui na Terra,
dando oportunidades melhores para todos os trabalhadores

Para o ex-presidente, o pobre que levanta todos os dias para trabalhar também merecia ter condições de comer bem e viajar igual aos ricos.

Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu."


Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno.


Os presentes aplaudiram acaloradamente essas palavras do ex-presidente que pede o céu para os trabalhadores ainda em vida.

Queremos que todo mundo vá pro céu, agora. Queremos ir pro céu vivo. Não venha pedir para a gente morrer para ir pro céu que a gente quer ficar aqui mesmo”, disse.




Observação:
- Após o arrebatamento dos cristãos, será com discursos parecidos com esse, do Lula, que o futuro (e mal intencionado) anticristo, simbolizado em Apocalipse como uma fera terrível, irá enganar todas as pessoas que forem deixadas pra trás, aqui no mundo. Numa sociedade materialista, ele irá prometer o paraíso aqui na Terra mesmo, só que sem a ajuda de Deus, já que ele mesmo é quem tentará assumir esse papel, recebendo a adoração do povo como se ele próprio fosse o Salvador da humanidade.



"Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por 42 meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu.
Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação. E irão adorá-la TODOS os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Se alguém tem ouvidos, ouça."
(Apocalipse 13:5-9)

De onde vieram os Evangelhos?


A palavra Evangelho vem do grego "evangélion", que quer dizer Boa Notícia. Para os apóstolos era "aquilo que Jesus fez e disse"(At 1:1). É a força renovadora do mundo e do homem.

A Igreja reconhece como canônicos (inspirados por Deus) os quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Os três primeiros são chamados de sinóticos porque podem ser lidos em paralelo, já o de São João é bastante diferente. Existem também evangelhos apócrifos que a Igreja não reconheceu como Palavra de Deus. São os de Tomé, de Tiago, de Nicodemos, de Pedro, os Evangelhos da Infância, etc. Eles contém verdades históricas junto com narrações fantasiosas e heresias.

Os evangelhos talvez estejam simbolizados pelos animais descritos em Ez 1:10 e Ap 4:6-8: o leão (Marcos), o touro (Lucas), o homem (Mateus), a águia (João). Foi a tradição da Igreja nos séculos II a IV que tomou esta simbologia, tendo em vista o início de cada evangelho. Mateus começa apresentando a genealogia de Jesus (homem); Marcos tem início com João no deserto, que é tido como morada do leão; Lucas começa com Zacarias a sacrificar no Templo um touro, e João começa com o Verbo eterno que das alturas desce como uma águia para se encarnar.

Jesus pregou do ano 27 a 30 sem nada deixar escrito, mas garantiu aos apóstolos na última Ceia, que o Espírito Santo os faria "relembrar todas as coisas" (Jo 14:25) e lhes "ensinaria toda a verdade" (Jo 16:13). De 20 a 30 anos após a morte de Jesus, os apóstolos sentiram a necessidade de escrever o que pregaram durante esses anos, para que as demais comunidades fora da Terra Santa pudessem conhecer a mensagem de Jesus.


O EVANGELHO DE MATEUS

Este foi o primeiro a ser escrito, em Israel e em aramaico, por volta do ano 50. Serviu de modelo para Marcos e Lucas. O texto de Mateus foi traduzido para o grego, tendo em vista que o mundo romano da época falava o grego. O texto aramaico de Mateus se perdeu. Já no ano 130, o Bispo Pápias (da Frígia) fala deste texto.

Também Irineu (†200), que foi discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo de João evangelista, fala do Evangelho de Mateus, no século II.

Comprova-se aí a historicidade do Evangelho de Mateus. Ele escreveu para os judeus de sua terra, convertidos ao cristianismo. Era o único dos apóstolos habituado à arte de escrever, a calcular e a narrar os fatos. Compreende-se que os próprios apóstolos o tenham escolhido para esta tarefa.

O Evangelho de Mateus foi escrito para mostrar aos judeus que Jesus era o Messias anunciado pelos profetas, por isso, cita muitas vezes o Antigo Testamento e as profecias sobre o Messias.


O EVANGELHO DE MARCOS

João Marcos não foi apóstolo, mas discípulo deles, especialmente de Pedro, que o chamava de filho (1 Pe 5:13). Marcos era sobrinho de Barnabé, e foi também companheiro de Paulo na primeira viagem missionária (At 13:5; Cl 4: 10; 2 Tm 4:11). O testemunho mais antigo sobre a autoria do segundo evangelho, é dado pelo famoso bispo de Hierápolis, na Ásia Menor, Pápias (†135).

O evangelho de Marcos foi escrito para os romanos, e é um evangelho mais de ações e menos de palavras. Mostra 18 milagres e relata somente 4 parábolas de Jesus.


O EVANGELHO DE LUCAS

Lucas escreveu esse evangelho e também o livro de Atos dos Apóstolos endereçado para Teófilo.. Lucas não era judeu como Mateus e Marcos: é o unico autor de livro da bíblia que não é judeu, mas pagão de Antioquia da Síria (Cl 4: 10-14). Era culto e chamado por Paulo de "médico amado" (Cl 4:14). Ligou-se profundamente a Paulo e o acompanhou em trechos da segunda e terceira viagem missionária do apóstolo (At 16:10-37; 20:5-21). No ano de 60 foi para Roma com Paulo (At 27:1-28) e ficou com ele durante o seu primeiro cativeiro (Cl 4:14; Fm 1:24) e acompanhou Paulo no segundo cativeiro (2 Tm 4:11). A tradição da Igreja dá seguinte testemunho deste Evangelho:

O texto foi escrito em grego, numa linguagem culta e há uma afinidade com a linguagem e a doutrina de Paulo. Foi escrito por volta do ano 70. Como escreveu para os pagãos convertidos ao cristianismo, não se preocupou com o que só interessava aos judeus.

O evangelho de Lucas foi escrito para os gentios, e é o único que mostra a juventude de Jesus. Lucas se detém mais nos traços delicados e misericordiosos da alma de Jesus. É o evangelho da salvação e da misericórdia. É também o evangelho do Espírito Santo e da oração. E não deixa de ser também o evangelho da pobreza e da alegria dos pequenos e humildes que colocam a confiança toda em Deus. Mostra Jesus como o Salvador divino-humano.


O EVANGELHO DE JOÃO

João era filho de Zebedeu e Salomé (cf. Mc 15:40) e irmão de Tiago maior (cf. Mc 1:16-20). Testemunhou tudo o que narrou, com profundo conhecimento. É o "discípulo que Jesus amava" (Jo 21:40). Este evangelho foi escrito entre os anos 95 e 100 dC., provavelmente em Éfeso, onde João residia.

O evangelho de João foi escrito para a Igreja, e mostra Jesus como o Filho de Deus. Mostra inclusive dados que os outros evangelhos não tem. João não quis repetir o que os três primeiros evangelhos já tinham narrado, mas usou essas fontes. É o único dos evangelhos que não apresenta nenhuma das parábolas contadas por Jesus. João escreveu um evangelho profundamente meditado e teológico, mais do que histórico como os outros. Apresentando essa doutrina ele quis fortalecer os cristãos contra as primeiras heresias que já surgiam, especialmente o gnosticismo que negava a verdadeira encarnação do Verbo. Cerinto e Ebion negavam a divindade de Jesus, ensinando a heresia segundo a qual o Espírito Santo descera sobre Jesus no batismo, mas o deixara na Paixão. Esse evangelho foi profundamente importante para a formação da doutrina cristã.