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Marinha russa será reforçada com “navio invisível”

Navio “Admiral Gorchkov”, da marinha russa
(Foto: nordsy.spb.ru)

Por Aleksêi Mikhailov, Izvéstia

(8/10/2012) - Construído com tecnologia stealth, o primeiro grande navio de guerra de fibra de carbono começará seus testes no mar de Barents no final de novembro. Trata-se da fragata “Almirante Gorchkov”, a embarcação principal do Projeto 22350.

O “Admiral Gorchkov”, primeiro navio da Marinha russa construído com a tecnologia stealth. Foto: nordsy.spb.ruUma fonte do Comando Geral da Marinha russa disse, em entrevista ao Izvéstia, que, após os testes iniciais, a fragata será entregue à 14ª brigada de navios de luta antissubmarina da Esquadra do Mar Norte.

Construído com a tecnologia stealth, o navio possui uma superestrutura feita de materiais compostos que absorvem ou permitem a penetração parcial das ondas de rádio, razão pela qual é invisível aos radares. 

“Esse é o primeiro grande navio desde 1987 projetado e construído inteiramente na Rússia. As fragatas invisíveis do projeto 22350 devem substituir os navios de luta antissubmarina oceânicos classificados pela Otan como Udaloi”, disse o especialista não identificado.

O “Admiral Gorchkov”, primeiro navio da Marinha russa construído com tal tecnologia, traz uma nova unidade de propulsão de turbina a gás e diesel que é mais econômica e proporciona melhores capacidades de aceleração.

Além disso, o navio possui muitos equipamentos eletrônicos que não existem nos outros veículos da mesma classe. Esse é seu ponto forte e, paralelamente, pois a Marinha não tem profissionais preparados para lidar com esse equipamento.

A ideia de construir navios de guerra reforçados com fibras de carbono dividiu a opinião de especialistas. Muitos oficiais da Marinha russa dizem que esse material é mais fraco do que o aço naval e duvidam que seja capaz de resistir às duras condições climáticas do extremo norte, como ventos fortes, temperaturas baixas e tempestades frequentes.

Já os engenheiros peterburguenses responsáveis pelo projeto não concordam com essa posição. Para eles, os testes com a superestrutura do navio e seus elementos isolados mostrou sua alta solidez e resistência a temperaturas elevadas.

Segundo o editor-chefe da revista “Vzliot” (“Decolagem”, em português), Vladímir Cherbakov, ainda não se sabe como o CFRP se comportará durante a operação do navio e em uma situação de combate.

“Atualmente, os materiais compósitos são usados em todas as áreas. Os testes com algumas partes do casco do navio na terra proporcionaram resultados impressionados”, disse Cherbakov.

O especialista relembra que algo semelhante havia acontecido com o alumínio durante a guerra nas Malvinas nos anos 80 do século passado. Verificou-se que os navios com superestruturas de alumínio ardiam facilmente. “Mais tarde, as marinhas de guerra de muitos países se recusaram a usar o alumínio na construção de superestruturas para seus navios”, acrescenta.

A fragata “Admiral Gorchkov” começou a ser construída no estaleiro de São Petersburgo em 2006 e foi colocada na água em outubro de 2010. Leva a bordo um canhão de 130 mm, 16 seis mísseis anti-navio “Oniks” e 16 mísseis anti-submarinos “Kalibr-NKE”, além de um sistema de mísseis antiaéreos “Polimer-Redut” e um helicóptero de luta antissubmarina Ka-27.
Originalmente publicado pelo jornal Izvéstia

Fonte: Gazeta Russa.

China lança ao mar seu primeiro porta-aviões

1º porta-aviões chinês partiu em viagem de testes

Escondido durante anos pelo governo chinês, finalmente zarpou do porto de Dalian (nesta última quarta-feira) o primeiro porta-aviões da China: "Varyag", para uma viagem inaugural de teste antes de entrar em serviço, informou a agência oficial Xinhua ("Nova China").

A medida deve impulsionar o orgulho patriótico no país, mas causar nervosismo no exterior sobre as ambições navais de Pequim. Fontes militares citadas pela agência disseram que a embarcação fará uma viagem curta e depois voltará ao porto para finalizar sua preparação para entrar em atividade.

A construção desse porta-aviões iniciou em 1985, na ex-União Soviética, mas após a queda desse regime comunista a embarcação passou a ser propriedade ucraniana, até que em 1988 a China o adquiriu e depois o reformou.

A aguardada estreia do navio marcou um passo adiante no plano de longo prazo da China de montar uma força naval que possa projetar poder na região asiática, onde os mares são ocupados por faixas de embarcações comerciais e complicadas disputas territoriais.

"Já somos uma potência marítima e, portanto, precisamos da força adequada, seja em porta-aviões ou navios de guerra, assim como os Estados Unidos ou o império britânico", disse Ni Lexiong, um especialista em política marítima chinesa da Universidade de Ciências Políticas e Direito da Universidade de Xangai.

Caça chinês J-20, invisível aos radares
(inspirado no F-22 Raptor, dos EUA)


A China tem construído também novos submarinos, navios e mísseis balísticos antinavios como parte de sua modernização naval. A crescente presença marítima do país causou nervosismo na região por conta das históricas disputas territoriais, que poderiam acelerar uma expansão militar em toda a Ásia.

No ano passado, a China se envolveu em conflitos com o Japão, o Vietnã e as Filipinas. Os incidentes - colisão de barcos e acusações de incursões territoriais - têm sido pequenos, mas o desentendimento diplomático aumentou diversas vezes.

Temores externos

Um grande número de jornais, revistas e site fora da China repercutem a primeira saída ao mar do primeiro porta-aviões.

O britânico The Guardian qualifica o evento como uma “potente demonstração da crescente potência naval que esta criando orgulho em casa e preocupação no resto da região”.

O japonês Asahi Shimbun mencionava que a “China é o único país da Ásia Oriental com um porta-aviões em sua frota”.

O indiano Hindustan Times – a Índia tem um porta-aviões – sublinhava que esse evento “marca um passado adiante nos planos de longo prazo da China construir uma esquadra de porta-aviões capaz de projetar poder na região”.

Acreditava-se que a China era o único dos países membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas que não possuía porta-aviões, e que os únicos países da Ásia que contavam com esse tipo de embarcação eram a Rússia, a Índia e a Tailândia. Além desses três países e da China, apenas mais seis países também possuem porta-aviões em operação: Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, Espanha e Brasil.



Fonte: Último Segundo e Terra, entre outros.


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