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Estado Islâmico explode igreja na Síria no Domingo de Páscoa

Igreja em cidade assíria controlada pelo EI foi destruída no Domingo de Páscoa.


Terroristas do Estado Islâmico (EI) explodiram uma igreja construída há 80 anos no nordeste da Síria no Domingo de Páscoa (5), informou a agência de notícias estatal síria SANA.

Segundo a SANA, bombas foram colocadas dentro da Igreja da Virgem Maria no vilarejo assírio de Tel Nasri, controlado pelo Estado Islâmico, na província de Hassaka. Não há relatos de que a ação tenha deixado mortos ou feridos.

PAPA

O Papa Francisco voltou a denunciar nesta segunda (6) o assassinato de cristãos por radicais islamitas em países da Ásia, do Oriente Médio e da África.

"[Precisamos de] participação concreta e de ajuda tangível na defesa e na proteção de nossos irmãos e irmãs, que são perseguidos, exilados, assassinados e decapitados somente por serem cristãos", disse o pontífice.

Na sexta-feira (3), ele havia criticado o "silêncio cúmplice" sobre os ataques a cristãos.

Na quinta, milicianos da facção somali Al Shabab haviam atacado estudantes cristãos em uma universidade no Quênia, deixando 148 mortos.

Fonte: Folha de São Paulo.

Outro atentado terrorista em Jerusalém!

 Dois palestinos armados mataram a tiros e machadadas
quatro judeus que rezavam dentro de uma sinagoga,
deixando ainda outros feridos.

Pelo menos quatro civis israelenses morreram em um ataque a uma sinagoga e a uma yeshiva (escola talmúdica) contíguas em Har Nof, a oeste de Jerusalém, na manhã desta terça-feira (18/nov). Dois agressores, armados com machados e facas, foram mortos pela polícia pouco depois, segundo confirmou o porta-voz da força policial, Micky Rosenfeld, que qualificou o incidente como “um ataque terrorista”.

Os grupos radicais palestinos Hamas e Jihad Islâmica COMEMORARAM O ATENTADO e PEDIRAM MAIS AÇÕES SEMELHANTES. Pouco depois, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou o atentado, ao qual afirmou que vai responder com “mão de ferro”. Ele disse que, para isso, vai se reunir ainda esta tarde com altos representantes de segurança do país.

“Este é o resultado direto dos incentivos do Hamas e de Abu Mazen [o presidente palestino Mahmoud Abbas], incentivos que a comunidade internacional está ignorando de maneira irresponsável”, afirma um comunicado oficial do Governo israelense.

Abbas respondeu com outra nota à imprensa, na qual condena o crime explicitamente, algo que tinha evitado fazer até agora diante da quantidade de incidentes violentos que têm ocorrido em Israel nas últimas semanas.

O jornal Yedioth Ahronoth afirma que os responsáveis pelos ataques empunhavam revólveres, machados e facas, e entraram no complexo que abriga os dois edifícios religiosos antes do início das orações das 7h (3h em Brasília). Eles entraram no local onde está a sinagoga, que funciona diariamente, e atiraram contra as dezenas de fieis que já tinham começado a rezar. Além dos mortos, outros oito israelenses ficaram feridos, quatro deles gravemente.
A polícia ainda não confirmou, mas testemunhas afirmam que os invasores eram árabes que trabalham no bairro, um como faxineiro da sinagoga e outro em um supermercado em uma rua próxima. O carro no qual chegaram a Har Nof, um Skoda branco, está sendo neste momento analisado pela polícia, que está coletando evidências.

O templo e a yeshiva ficam no edifício Gabriel Safdié, na rua Har Shimon Agassi. Abraham, um jovem venezuelano residente no bairro há 10 anos, acredita que os autores do ataque escolheram o local porque “aqui ainda não chegou a vigilância extra imposta em outras áreas de Jerusalém”, quase 3.000 agentes mobilizados depois dos últimos atentados e enfrentamentos religiosos na Esplanada das Mesquitas (ou Monte do Templo, para os judeus).


“Aqui não tinha patrulhas nem pessoas armadas. Era um lugar fácil”,
lamenta o rapaz.


Alida, uma adolescente nascida em Har Nof, conta que saiu para a rua ao escutar os gritos dos fieis. Ela mora em frente à sinagoga. Seu pai viu o ocorrido e se escondeu em casa “correndo”. “É a primeira vez que acontece algo assim neste bairro. Até agora eu me sentia segura”, diz.

Neste momento, a mobilização policial na região é pequena, depois de ter-se pensado, a princípio, que poderia haver um terceiro agressor. Psicólogos estão no local, mas os moradores se mostram mais calmos e recusam seus serviços. Apenas um pequeno grupo começou a lançar gritos de “morte aos árabes” na porta do templo.

Fontes citadas pelo jornal Haaretz afirmam que os dois autores do ataque eram primos, e dizem que, após o atentado, a polícia israelense foi a suas casas em um bairro de Jerusalém Oriental e comunicaram suas mortes, provocando enfrentamentos com moradores palestinos.

Desde o princípio, a polícia e a imprensa qualificaram o incidente como um atentado terrorista. Pouco depois, o site do Yedioth Ahronoth reproduziu um comunicado no qual o grupo radical palestino Hamas (considerado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia) comemorou o atentado. A nota afirma que o ataque é a vingança pela morte do motorista de ônibus Yusuf Hassan al Ramuni, encontrado enforcado em terminal viário de Jerusalém na noite de domingo. A polícia defende que ele se suicidou, baseada nos resultados da autópsia, mas sua família rejeita a afirmação. O Hamas diz ainda que o ataque também é uma resposta aos “atuais crimes israelenses em Al Aqsa”, a Esplanada das Mesquitas, e convoca novas ações.

O incidente ocorre após várias semanas de tensão entre israelenses e palestinos em Jerusalém, com uma série de atos terroristas e ataques a judeus que custou cinco vidas no último mês. Pelo menos 10 palestinos, incluindo os autores dos ataques, morreram nessa onda de violência. O medo de um novo levante palestino, uma terceira Intifada, se espalhou por Israel e pela comunidade internacional desde o início dessas agressões. O Reino Unido e a França foram os primeiros a condenar o ataque. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou se tratar de um ato de “puro terror” e exigiu que os líderes palestinos rechacem o ocorrido.

Uri Maklef, vice-porta-voz do Knesset (Parlamento israelense) e membro do partido Judaísmo Unido da Torá, ao qual pertence o rabino da congregação atacada na terça-feira, pediu mão firme contra os terroristas, exigindo que se peça “ao Governo e às forças de segurança uma nova maneira de pensar”, já que os apelos por calma “não adiantaram”. “É preciso restringir de alguma maneira os movimentos dos árabes em Jerusalém”, afirmou.

Fonte: Jornal El País, entre outros.

Autoridade do Hamas admite sequestro de adolescentes de Israel

Os estudantes israelenses Naftali Frankel, Gil-ad Sha'er e Eyal Yifrach,
sequestrados e mortos na Cisjordânia (Foto: Reuters)

Morte de jovens causou espiral de violência que levou a ofensiva em Gaza.
Até então, o Hamas se recusava a confirmar ou negava envolvimento.


Uma autoridade do Hamas disse que membros do grupo militante sequestraram três adolescentes israelenses cujas mortes em junho provocaram uma espiral de violência que levou à atual guerra em Gaza, na primeira vez que o movimento islâmico reconheceu envolvimento no caso.

Em uma conferência em Istambul, Saleh al-Arouri, autoridade do Hamas na Cisjordânia que vive exilado na Turquia, aparentemente confirmou as acusações israelenses de que o grupo militante islâmico foi responsável pelo sequestro dos adolescentes.

"Houve muita especulação sobre esta operação, alguns disseram que era uma conspiração", disse al-Arouri a delegados durante reunião da União Internacional de Acadêmicos Islâmicos, na quarta-feira, segundo gravação divulgada pelos organizadores.

"A vontade popular foi exercida em toda a nossa terra ocupada, e culminou na operação heróica das Brigadas Qassam em aprisionar os três colonos em Hebron", disse, referindo-se o braço armado do Hamas.

Até então autoridades do Hamas se recusavam a confirmar ou negavam envolvimento.

Histórico

Os corpos dos três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. A tensão aumentou, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo.

Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.

No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv. Após os bombardeios, Israel decidiu atacar Gaza também por terra.

Cristãos perseguidos no Iraque


Muitos cristãos abandonaram a cidade iraquiana de Mossul.
Islâmicos querem obrigá-los a se converter ao Islã, pagar uma taxa ou serem mortos.

João Miguel Salvador

Sábado, 19 de Julho de 2014

O grupo extremista Estado Islâmico deu na passada quinta-feira um prazo para que os cristãos de Mossul tomassem a sua decisão. Até ao meio-dia de hoje (10h em Portugal continental), teriam de escolher entre a conversão ao Islão - aceitando as normas impostas pelo grupo -, pagar um imposto ou sujeitarem-se à execução. A maior parte dos 25 mil cristãos residentes em Mossul já abandonou as suas casas.

O êxodo da cidade foi motivado pelo medo e os cristãos têm procurado refúgio no norte do país, em regiões autónomas do Iraque controladas pelas forças curdas. Embora os jihadistas tenham tomado a cidade há mais de um mês - Mossul é controlada pelo grupo Estado Islâmico e por outras forças sunitas desde 10 de junho -, a situação dos cristãos agravou-se apenas nos últimos dias. Além das mensagens divulgadas através dos altifalantes da cidade na quinta-feira, também foram distribuídos folhetos com as condições impostas aos residentes.

Esta é considerada a última vaga migratória cristã a abandonar a cidade. Mossul tinha uma das maiores comunidades cristãs do Médio Oriente, com igrejas Caldaicas, Assírias e Arménias que remontam aos primeiros séculos de cristianismo.

Em 2003, estimava-se que a população cristã residente no Iraque ascendesse a um milhão de pessoas. Atualmente, pensa-se que mais de metade terá abandonado o país. Os últimos números apontam para 450 mil cristãos a permanecer em território iraquiano.

Especialista afirma que o Islã é uma das bestas profetizadas no Apocalipse

"Pelos frutos os conhecereis..."

O cumprimento de uma das profecias bíblicas do Apocalipse estaria diretamente ligada ao Islamismo, diz o escritor e estudioso Michael D. Fortner, autor do livro "The Beast and False Prophet Revealed" (em tradução livre “A Besta e o Falso Profeta Revelado”), onde são apresentados os resultados de mais de 30 anos de pesquisa sobre as profecias bíblicas.

No texto de Fortner são apresentados argumentos que apontam o surgimento da besta e o falso profeta do livro de Apocalipse como fruto do islamismo e de Maomé. De acordo com a revista eletrônica Charisma News, o livro afirma que quando a cabeça da besta tem uma ferida fatal, representa a morte do último império islâmico, o Império Otomano (turco), na Primeira Guerra Mundial, o que significaria que um outro império islâmico voltará à vida novamente para travar a Jihad (“guerra santa”) no mundo .

O livro afirma que a segunda besta do Apocalipse é o islã, e os dois chifres representam as duas facções: sunitas e xiitas. O islã tem codificado, em seus ensinamentos, o assassinato, a mentira, a pilhagem, escravidão, estupro, guerra e até mesmo o terrorismo como parte de sua doutrina religiosa oficial.



“Jesus disse que o ladrão vem somente para roubar, matar e destruir, e isso é exatamente o que o Islã tem feito desde o seu início. Nenhuma outra religião se encaixa tão completamente a descrição na Bíblia da besta e falso profeta do islã”, diz o Charisma sobre o islamismo, no editorial que descreve o livro.

Fortner afirma que o “islamismo é diferente de todas as outras religiões que não acreditam em Jesus, porque declara oficialmente que Jesus não é o Filho de Deus (Alcorão 4:171; 18:4-5), tornando-se assim a definição bíblica do anticristo: ‘Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, aquele que nega o Pai e o Filho’ (1 João 2:22).

Historicamente, a religião islâmica governou o segundo maior império da história, que se estendia do Oceano Atlântico até as fronteiras chinesas. Milhões de cristãos já foram martirizados pelos seguidores de Maomé, e ainda hoje, a perseguição se mantém no Egito, Iraque, Síria, Nigéria e Sudão, entre outros. A expansão da religião, que só cresce, “deixou um rastro de sangue, sofrimento e destruição como nenhuma outra ideologia na história mundial. A história, até a época atual, mostra-nos que o islã é uma religião muito violenta e fascista, cheia de ódio por cristãos e judeus. Ninguém poderia inventar um culto mais maligno”, afirma o autor.



“A Besta e o Falso Profeta Revelado” apresenta a história do islamismo como argumento de constatação do por que a religião é a besta do Apocalipse, que estaria “como um animal agarrando as bordas do abismo, tentando sair”. Fortner incluiu, os detalhes esclarecidos por ele em sua pesquisa, do capítulo 11 do livro de Daniel.

Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/especialista-islamismo-besta-apocalipse-68750.html



"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas..."





"...que vêm até vós vestidos como ovelhas,
mas, interiormente, são lobos devoradores."





"Por seus frutos os conhecereis...."





"Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?"





"Assim, toda a árvore boa produz bons frutos,
e toda a árvore má produz frutos maus."








"Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons."









"Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo."









"Portanto, pelos seus frutos os conhecereis."







Extremistas islâmicos dizem ter matado 1.700 militares no Iraque


O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupo islamita que tomou na terça-feira (10) o controle de Mosul, quer tornar real seu próprio nome. Isso é, estabelecer um califado islâmico no Iraque e na região do Levante (que toma territórios de Síria e Líbano).

Os recentes avanços do grupo, incluindo a guerra na Síria e a crise no Iraque, aterrorizando os regimes e os insurgentes na região, apontam para uma rápida evolução na direção do objetivo.

Não está claro de onde vem o financiamento do grupo, com suspeitas de doações de grandes quantias, inclusive de governos da região. Mas, apesar do apoio ainda não esclarecido, seus militantes deixaram evidente, nesta semana, sua séria capacidade de articulação.

Os sucessos também preocupam a comunidade internacional, que tem trocado sua opinião de que esses islamitas são "uma franquia da Al Qaeda" para a noção de que podem se tornar, em breve, uma ameaça mais séria à estabilidade da região.

Caso fortaleçam suas posições nas fronteiras norte e leste da Síria e oeste do Iraque, o Estado Islâmico - conhecido pela sigla Isil, ou EIIL em português- poderá na prática apagar essas linhas e expandir sua aplicação rigorosa da lei islâmica.

O território hoje sob influência dos islamitas inclui Deir Ezzor, na Síria, e as províncias iraquianas de Anbar e Nínive, facilitando a circulação de armas e militantes.

HISTÓRICO

O EIIL, que tem hoje milhares de militantes na região, foi formado a partir de milícias criadas pela invasão do Iraque. O seu principal líder, quando era conhecido como "Al Qaeda no Iraque", foi Abu Musab al-Zarqawi. Ele foi morto em 2006.

Envolta em informações conflitantes e incompletas, a liderança do EIIL é composta por diversos nomes. Hoje, o principal deles é Abu Bakr al-Baghdadi. Diversos de seus guerreiros são "jihadistas" estrangeiros, incluindo americanos e europeus. Não há um registro de brasileiros.
 
Descontente com os métodos do EIIL, Ayman al-Zawahiri, líder da Al Qaeda, deserdou a organização. Oficializando a distinção, ele afirmou que a presença da Al Qaeda é representada na Síria pelos islamitas da Jabhat al-Nusra, e não pelo EIIL.


Grupo islâmico sequestra 200 estudantes nigerianas e pretende vendê-las!

Mulheres fazem protestos na cidade nigeriana de Lagos, pela falta de atitude do governo quanto aos seguidos sequestro de meninas no país

O líder do grupo islamita Boko Haram, Abubakar Shekau, reivindicou o sequestro de mais de 200 meninas há três semanas no nordeste da Nigéria, e disse querer vendê-las e casá-las, em um vídeo obtido nesta segunda-feira pela AFP. "Eu sequestrei suas meninas. Por Alá que as venderei no mercado", declarou o líder do grupo.

Mais de 270 estudantes foram sequestradas no dia 14 de abril em sua escola de Chibok (nordeste), no estado de Borno. Das 276 jovens raptadas, 53 conseguiram escapar e 223 seguem cativas. Informações da imprensa afirmam que algumas das 223 estudantes sequestradas já foram vendidas como esposas na fronteira com Chade e Camarões a preços irrisórios de 12 dólares.

"Eu disse que a educação ocidental deve parar. Vocês, meninas, devem deixar a escola e se casar" acrescentou Shekau. "Irmãos, devem cortar a cabeça dos infiéis. Irmãos, devem capturar escravos. (...) Irmãos, há escravos no Islã, não se deixem enganar", prosseguiu. "Vou me casar com uma menina de 12 anos, vou me casar com uma menina de nove anos", acrescentou Shekau.

Neste novo vídeo, o líder do Boko Haram aparece de uniforme militar e de pé diante de um veículo blindado e de duas pick-ups que transportam metralhadoras. Dois homens estão ao lado do líder do grupo nigeriano, com seus rostos cobertos. A imagem está tremida, mas é possível ver claramente o rosto do chefe islamita, que fala em hausa, árabe e inglês.

O grupo Boko Haram, cujo nome significa "A educação ocidental é pecaminosa" em hausa, reivindica a criação de um Estado islâmico no norte da Nigéria. Este grupo extremista deixou milhares de mortos desde o início do levante, em 2009, em ataques contra escolas, igrejas, mesquitas e símbolos do Estado e das forças de ordem.

Mas este sequestro em massa de adolescentes não tem precedentes desde a criação do grupo islamita, cujos ataques deixaram mais de 1.500 mortos durante o ano. O sequestro destas jovens e a incapacidade das autoridades nigerianas de resgatá-las provocou comoção no país e no exterior.

Manifestações de apoio foram realizadas na Nigéria e em outras cidades do mundo, como em Nova York, onde dezenas de nigerianos exigiram que as autoridades multipliquem seus esforços para libertar as adolescentes. O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, que comentou este caso pela primeira vez no domingo, pediu que seja feito todo o necessário para libertar as estudantes e solicitou ajuda aos Estados Unidos para resolver os graves problemas de segurança do país africano. O secretário americano de Estado, John Kerry, afirmou no sábado que os Estados Unidos farão "tudo o que for possível" para ajudar a Nigéria neste caso.

Até agora, a violência realizada pelo grupo islamita se concentrava no nordeste do país, seu reduto histórico. Mas os dois atentados realizados recentemente contra uma mesma estação de ônibus nos arredores de Abuja, com menos de três semanas de intervalo e que deixaram 90 mortos, ratifica a ameaça do Boko Haram em todo o país.

Com 170 milhões de habitantes, a Nigéria enfrenta uma violência estrutural, no norte muçulmano com o Boko Haram, no centro do país com confrontos entre diferentes comunidades, assim como no delta do rio Níger (sul), onde as comunidades locais exigem uma melhor divisão das receitas petrolíferas.

O vídeo do Boko Haram foi divulgado dias antes da abertura do Fórum Econômico para a África em Abuja, a capital federal. Milhares de policiais e militares serão mobilizados nas ruas de Abuja durante a cúpula, que será realizada entre quarta e sexta-feira.

Fonte: EM.

Links relacionados:

- Líder do Boko Haram promete vender cada uma das mais de 200 estudantes sequestradas
(De acordo com a imprensa local, algumas jovens já foram vendidas por 12 dólares.)
http://noticias.r7.com/internacional/lider-do-boko-haram-promete-vender-cada-uma-das-mais-de-200-estudantes-sequestradas-05052014

- Menina sequestrada na Nigéria diz que reféns sofrem até 15 estupros diários
http://noticias.r7.com/internacional/menina-sequestrada-na-nigeria-diz-que-refens-sofrem-ate-15-estupros-diarios-04052014

- EUA ajudarão nas buscas por centenas de nigerianas sequestradas
http://noticias.r7.com/internacional/eua-ajudarao-nas-buscas-por-centenas-de-nigerianas-sequestradas-03052014

- Ameaça islâmica na África vira preocupação global
http://noticias.r7.com/internacional/ameaca-islamica-na-africa-vira-preocupacao-global-16042014

- Em vídeo, homem se intitula Abubakar Shekau e diz ter ouvido pedido de Alá para comercializar as alunas, raptadas em abril
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-05-05/lider-do-boko-haram-promete-vender-jovens-raptadas-na-nigeria.html

Muçulmanos reunidos falam em Estado Islâmico Global


Londres — Uma conferência, da qual participaram 8 mil muçulmanos, apoiou a convocação de seus organizadores para a criação de um Estado Islâmico Global e a destruição do Estado de Israel. No encontro, tido como um dos maiores já realizados fora do mundo árabe, oradores pediram o fim dos regimes da Arábia Saudita e do Iraque, alegando que não permitirão oposição política. A conferência, na última semana, no estádio de Wembley, foi promovida pela Organização da Unidade Muçulmana, de diferentes grupos islâmicos que buscam Estado muçulmano unificado.

Um dos oradores, identificado como Mohammad Malkawi, disse que "o islamismo é um sistema supremo. Existirá sozinho", e que o governo muçulmano não pode existir com nenhum outros sistema. Uma resolução anunciada pelos organizadores diz que "não haverá paz para Israel enquanto o Estado não for destruído" e qualifica como ilegais todas as negociações e acordos com o governo israelense.

A conferência também condenou as organizações internacionais como as Nações Unidas, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, qualificando-as como "instrumentos em mãos das superpotências e inaceitáveis para o islamismo".

Fonte: Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre - RS (edição dominical de 14/08/1994).