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Estado Islâmico explode igreja na Síria no Domingo de Páscoa

Igreja em cidade assíria controlada pelo EI foi destruída no Domingo de Páscoa.


Terroristas do Estado Islâmico (EI) explodiram uma igreja construída há 80 anos no nordeste da Síria no Domingo de Páscoa (5), informou a agência de notícias estatal síria SANA.

Segundo a SANA, bombas foram colocadas dentro da Igreja da Virgem Maria no vilarejo assírio de Tel Nasri, controlado pelo Estado Islâmico, na província de Hassaka. Não há relatos de que a ação tenha deixado mortos ou feridos.

PAPA

O Papa Francisco voltou a denunciar nesta segunda (6) o assassinato de cristãos por radicais islamitas em países da Ásia, do Oriente Médio e da África.

"[Precisamos de] participação concreta e de ajuda tangível na defesa e na proteção de nossos irmãos e irmãs, que são perseguidos, exilados, assassinados e decapitados somente por serem cristãos", disse o pontífice.

Na sexta-feira (3), ele havia criticado o "silêncio cúmplice" sobre os ataques a cristãos.

Na quinta, milicianos da facção somali Al Shabab haviam atacado estudantes cristãos em uma universidade no Quênia, deixando 148 mortos.

Fonte: Folha de São Paulo.

"Estado Islâmico" mata 322 membros de uma tribo no Iraque

O governo iraquiano conseguiu apoio apenas de uma parte das tribos do país
na luta contra o “Estado Islâmico”

O governo do Iraque informou neste domingo (2 de novembro) que os militantes do grupo autodenominado "Estado Islâmico" foram responsáveis pelas mortes de 322 membros de uma tribo sunita na província de Anbar.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos iraquiano mais de 50 corpos foram encontrados em um poço de água e outros 65 membros da tribo Al-Bu Nimr foram sequestrados.

O Ministério acrescentou que os militantes estão mantendo estas 65 pessoas como reféns, prisioneiros de guerra. O grupo também roubou gado da tribo.

Outros membros da tribo Al-Bu Nimr foram encontrados mortos em covas coletivas no começo da semana. Outras 50 pessoas foram mortas no sábado.

O último ataque do grupo ocorreu na manhã deste domingo quando os militantes mataram a tiros pelo menos 50 membros da tribo.

"O governo nos abandonou e nos entregou para o EI em um bandeja. Pedimos armas a eles muitas vezes mas eles nos deram apenas promessas", disse à BBC um dos líderes da tribo, Sheikh Naeem Al Gaoud.

Os líderes tribais disseram que, entre as vítimas do massacre deste domingo estão mulheres e crianças. Todos foram colocados em fila e executados a tiros em público, como punição pelo que o grupo militante acredita ser a resistência da tribo ao domínio do "Estado Islâmico".

Segundo a correspondente da BBC em Bagdá Orla Guerin, execuções em grupo de membros da tribo se transformou em uma ocorrência quase diária no Iraque.

Os militantes do "Estado Islâmico" também são sunitas e controlam grandes áreas do Iraque e Síria.


Milícias tribais combatem Estado Islâmico no Iraque
(Foto: Reuters)
 
FUGA 

As últimas mortes ocorreram no vilarejo de Ras al-Maa, ao norte de Ramadi, a capital da província de Anbar.

Uma autoridade local disse à agência de notícias Associated Press que muitos membros da tribo fugiram dos arredores de outra cidade, Hit, que foi capturada pelo "Estado Islâmico" no mês passado.

A tribo Al-Bu Nimr se juntou à campanha do governo iraquiano contra o grupo militante em Anbar, mas grande parte da província agora está sob controle do grupo.

O governo iraquianio, recém-formado e dominado pelos xiitas, está tentando conseguir o apoio de tribos sunitas e acredita que este apoio é um elemento muito importante na luta contra o grupo militante.

Mas, o governo ainda não conseguiu convencer a maior parte das tribos a resistirem ao "Estado Islâmico".

Segundo a Associated Press apenas 5 mil entre uma população estimada entre 30 e 40 mil membros destas tribos estão apoiando o governo.

Correspondentes no Iraque dizem que, em troca do apoio no combate ao "Estado Islâmico" as tribos querem garantias de que vão ganhar suas terras de volta e ter poder de decisão real nas políticas do país.


Muçulmanos reunidos falam em Estado Islâmico Global


Londres — Uma conferência, da qual participaram 8 mil muçulmanos, apoiou a convocação de seus organizadores para a criação de um Estado Islâmico Global e a destruição do Estado de Israel. No encontro, tido como um dos maiores já realizados fora do mundo árabe, oradores pediram o fim dos regimes da Arábia Saudita e do Iraque, alegando que não permitirão oposição política. A conferência, na última semana, no estádio de Wembley, foi promovida pela Organização da Unidade Muçulmana, de diferentes grupos islâmicos que buscam Estado muçulmano unificado.

Um dos oradores, identificado como Mohammad Malkawi, disse que "o islamismo é um sistema supremo. Existirá sozinho", e que o governo muçulmano não pode existir com nenhum outros sistema. Uma resolução anunciada pelos organizadores diz que "não haverá paz para Israel enquanto o Estado não for destruído" e qualifica como ilegais todas as negociações e acordos com o governo israelense.

A conferência também condenou as organizações internacionais como as Nações Unidas, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, qualificando-as como "instrumentos em mãos das superpotências e inaceitáveis para o islamismo".

Fonte: Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre - RS (edição dominical de 14/08/1994).