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Vaticano pede uma “Autoridade Pública Global” e um “Banco Central Mundial"

Instituição liderada por Bento XVI apela à criação de uma autoridade global
(REUTERS/Max Rossi )

O Vaticano apelou hoje (24/10/2011) à criação de uma “autoridade pública global” e um “banco central mundial” para regular as instituições financeiras e impedir uma nova crise internacional.

Num comunicado citado pela agência Reuters, o Vaticano começa por dizer que “a crise económica e financeira pela qual o mundo está a passar exige que todos examinem em profundidade os princípios e os valores culturais e morais que estão na base na coexistência social”.

A instituição que representa a Igreja Católica condena aquilo que chama a “idolatria do mercado” e o “pensamento neo-liberal” que colocaram o mundo na rota da crise. Para tentar evitar uma nova turbulência na economia mundial, o Vaticano considera essencial a criação de uma “autoridade supranacional” de âmbito mundial e com jurisdição universal para orientar as decisões e políticas económicas.

De acordo com a instituição, uma autoridade deste género deveria começar tendo como ponto de referência as Nações Unidas e, mais tarde, tornar-se-ia independente.

Além disso, o Vaticano considera que é necessário um banco central mundial, visto que, “em termos económicos e financeiros, as maiores dificuldades vieram da falta de um conjunto efectivo de estruturas que pudessem garantir, a par de um sistema de governança, um sistema de governo para o sistema financeiro e económico internacional”.

Para a instituição, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já não tem o poder ou a capacidade de estabilizar o mundo financeiro, pelo que é necessário “um banco central mundial, que regule o fluxo e o sistema de trocas monetárias semelhante aos dos bancos centrais nacionais”.


Bento XVI atrasou 5 anos afastamento de padre pedófilo

O papa Bento XVI, preocupado com o "bem da Igreja universal", atrasou, nos anos 80, o afastamento de um padre californiano acusado de pedofilia, revelaram sexta-feira cartas trocadas entre o Vaticano e a diocese californiana de Oakland.

Uma série de cartas tornadas públicas sexta feira pelo advogado Jeff Anderson descreve "as liberdades sexuais" do padre Stephen Kiesle, em 1978, com seis adolescentes entre 11 e 13 anos de idade, fatos reconhecidos pelo interessado perante a justiça, segundo indicou Anderson, advogado das vítimas.

Ao seu pedido, o padre Kiesle pediu para ser afastado, um pedido transmitido ao Vaticano pelo bispo de Oakland, John Cummins, em 1981.

O Vaticano respondeu ao bispo indicando que desejava obter informações suplementares sobre a questão.

As informações foram enviadas por John Cummings em fevereiro de 1982 ao cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, então líder da Congregação para a Doutrina da Fé (conhecida mundialmente na Idade Média pelo nome de "Suprema e Sacra Congregação da Inquisição Universal").

Na sua carta, Cummins referiu estar convencido de que afastar o padre Kiesle "não provocaria um escândalo", acrescentando: "seria um escândalo maior para a comunidade se o padre Kiesle regressasse ao seu ministério".

Apesar dos pedidos repetidos da diocese de Oakland, foi necessário esperar até 6 de novembro de 1985 para que Joseph Ratzinger respondesse a John Cummins.

Na resposta, redigida em latim, o cardeal reconheceu "a gravidade" da situação, mas mostrou-se reticente em tomar uma decisão imediata, preocupado com o efeito que poderia ter sobre "o bem da Igreja Universal".

Para o futuro papa, o assunto devia ser alvo de "uma atenção específica, que necessita de muito tempo".

Quando leu a carta, o padre George Mockel, da diocese de Oakland, considerou que o Vaticano "ia adiar a questão até que Steve (Kiesle) ficasse mais velho".

"Penso que isso é deplorável", disse Mockel.

O padre Kiesle foi finalmente afastado em 1987.


Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1540687&seccao=Europa

Sinais dos Tempos: Novo Escândalo Sexual Abala o Vaticano


Um assessor do papa Bento 16 foi afastado nesta semana por causa de um escândalo sexual envolvendo prostituição gay que sacudiu o Vaticano.

Ângelo Balducci, um dos Cavalheiros de Sua Santidade, uma espécie de assistente de elite para o papa quando recebe visitas importantes, foi flagrado em gravações feitas pela polícia dando instruções a um interlocutor sobre detalhes físicos de homens que gostaria que fossem levados a ele.

Segundo a imprensa italiana, o interlocutor era Thomas Ehiem, 29 anos, integrante do famoso coral do Vaticano, que também foi afastado.

A polícia italiana havia grampeado o telefone de Balducci durante uma investigação de corrupção separada e não relacionada ao Vaticano.

Em uma das transcrições vazadas para a mídia, Ehiem descreve um homem como tendo “dois metros, 97 quilos, 33 anos e diz que é ‘completamente ativo’”.

Em outra, Balducci pergunta a Ehiem se ele já “falou com o seminarista”, ao que ele responde “ele provavelmente está na missa, ou algo assim”.

Um representante do Vaticano disse que o Bento 16 está ciente do escândalo.

A transcrição das gravações sugere que Ehiem procurou pelo menos dez homens para Balducci, entre eles, modelos e um jogador de rúgbi.

Thomas Ehiem seria integrante do coro que se apresentou para o papa Bento 16 em uma apresentação de Natal.

Entre as atribuições de Balducci estavam a de ciceronear chefes de Estado e carregar o caixão em funerais papais.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100305_escandalovaticano_ba.shtml


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