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Louve e dê graças a Deus diante do desespero

Quando lemos a história de Paulo e Silas orando e cantando hinos a Deus na prisão (Atos 16.25) e a história de Jó adorando a Deus ao perder seus filhos juntamente com todos os seus bens (Jó 1.20) aprendemos uma importante lição: louvar e adorar a Deus não são ações relacionadas apenas a momentos de alegria, mas são atos que devem ser feitos em todos os momentos, não importam as circunstâncias (I Tessalonicenses 5.18; Salmos 34.1).

Tenho alguns testemunhos próprios das circunstâncias ao meu redor mudarem radicalmente para melhor quando comecei a dar glórias a Deus no meio de acontecimentos ruins e já ouvi muitos testemunhos semelhantes. Mas resolvi escrever esse post para testemunhar do último livramento que Deus me deu quando comecei a agradecer a Deus antecipadamente pela vitória, mesmo no meio do meu pânico.

Eu estava com a minha família na praia que frequentamos desde a minha adolescência. Chegando o horário do almoço, resolvemos almoçar em um restaurante que ficava há algumas quadras dali. Quando olhamos para o céu, vimos nuvens escuras se aproximando e então resolvemos ir até o restaurante de carro.

No meio do nosso almoço, em torno das 14h, caiu uma tempestade e as ruas começaram a alagar rapidamente. Vimos carros perdendo suas placas e estragando e pessoas caminhando com água até as coxas. Peguei o nosso carro e o coloquei em cima da calçada, mas a água não parava de subir. Andei com o carro por cima da calçada até encontrar um local mais alto para parar o carro fora d'água.

Horas se passaram e as águas só subiam. Por experiência própria e também pelos relatos dos comerciantes e moradores, as águas poderiam levar algumas horas para baixar ou poderiam baixar somente no dia seguinte. Em outros anos, não foram poucas as vezes em que presenciamos das janelas as águas levarem mais de um dia para irem embora.

Eu teria que deixar o carro estacionado ali, torcendo para a água não subir mais e alcançá-lo, e caminhar no meio das águas na altura das nossas coxas. Naquela água havia garrafas e muito entulho boiando, fora os buracos que não poderíamos enxergar.

O meu marido e eu estávamos com muito medo. Passamos horas clamando a Deus por socorro, recitando versículos bíblicos, histórias bíblicas (Mar Vermelho com Moisés, Rio Jordão com Elias e Eliseu e por aí vai...), eu chorei muito, me desesperei, sempre orando e clamando a Deus e nada da chuva parar e da água parar de subir.

Até que eu disse para o meu marido que já tínhamos tentado de tudo, menos começar a louvar e agradecer a Deus pela certeza da vitória. No instante em que começamos a dar glórias a Deus e dizer graças a Deus por tudo, dizer que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, cantar louvores e agradecer a Deus pelo testemunho que teríamos daquela situação, antes mesmo da chuva parar a água começou a ir embora muito rápido.

Mas foi instantâneo. Aí quanto mais a água cedia, mais louvávamos a Deus aliviados! Em questão de minutos, depois de havermos passado horas em meio a aquele temporal, as calçadas começaram a aparecer, depois o meio-fio, e começou a dar pra enxergar o chão da rua debaixo d'água. Lembrei da história de Noé, que foi prudente e paciente esperando a água do Dilúvio baixar completamente (Gênesis 8), e resolvi aguardar mais meia hora para não ter perigo do carro estragar quando descêssemos com ele da calçada.

Saímos de lá secos e com o carro funcionando. Glória a Deus!!!

E saímos de lá também com mais um testemunho do agir de Deus em meio a adoração e louvores, mesmo diante do desespero e desesperança. Contando não dá pra imaginar o real desespero que sentimos diante da situação. Acredito que só quem já passou por algo semelhante possa ter noção do medo que sentimos.


"Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca". Salmos 34:1

"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco". 1 Tessalonicenses 5:18



Imagem: Pintura de Akiane Kramarik do rosto de Jesus. http://www.akiane.com/

"Real digital vai substituir a moeda física", diz presidente do Banco Central do Brasil

 

Em coletiva, Roberto Campos Neto deu mais detalhes sobre a CBDC brasileira e como ela pode impactar na economia nacional


"Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto falou nesta segunda-feira (16/11/2020), em coletiva sobre o lançamento do PIX. Além de explicar as perspectivas e planos para o novo sistema de pagamentos instantâneos, Campos Neto tratou de outro assunto relevante: o REAL DIGITAL. E, segundo ele, o projeto poderá ACABAR COM O DINHEIRO FÍSICO NO PAÍS.


'O projeto de uma CBDC para o Brasil combina com várias iniciativas de inovação, como o aperfeiçoamento do câmbio, o Pix, o open banking. Nessa histeria de inovação, nós também já iniciamos o estudo para emissão de uma moeda digital', declarou.


Campos Neto também deu mais detalhes sobre a versão brasileira de uma CBDC — sigla para 'Central Banks Digital Currencies', que são as 'Moedas Digitais emitidas por Bancos Centrais'. Segundo o presidente do BC, A IDEIA É SUBSTITUIR O DINHEIRO FÍSICO PELO DIGITAL: 'É uma moeda digital só para pagamentos de câmbio? Não. É uma moeda digital que nós entendemos que vai se estender e que vai, aos poucos, substituir a moeda física', disse.


Na coletiva, Campo Neto também fez questão de ressaltar que a DIGITALIZAÇÃO TOTAL DA MOEDA BRASILEIRA não será algo rápido, de uma hora para outra: 'Nós estamos avançando nesse caminho de ter uma moeda digital, ter um processo mais digital, mas isso não significa que vai substituir a moeda física totalmente em um primeiro momento, e isso também não quer dizer que o intuito é fazer moeda só para câmbio ou só para um produto. Não. O intuito é ter uma moeda digital como um todo. É ter o REAL DIGITALIZADO', afirmou.


Para o presidente do BC, a emissão de uma CBDC brasileira visa atender novas demandas de uma economia já caminhando à passos largos para a digitalização: 'A gente vê uma demanda que existe hoje, através da criação de várias moedas, de várias formas de pagamento, por um sistema que seja mais digitalizado, então nos entendemos que devemos também caminhar neste sentido', finalizou.


Esta é a primeira vez que Campos Neto fala sobre os objetivos da criação do 'REAL DIGITAL'. No início do mês, citou a CBDC brasileira como uma possibilidade e disse que tinha 'mais perguntas do que respostas'. Com as declarações desta segunda-feira, indica que o projeto — QUE TEM UM GRUPO DE ESTUDOS DEDICADO NO BANCO CENTRAL — está realmente avançando."


Fonte: https://exame.com/future-of-money/cbdcs-moedas-privadas/real-digital-vai-substituir-a-moeda-fisica-diz-presidente-do-bc/

Costa Rica terá 2º turno entre pastor evangélico e ex-ministro

O candidato do Partido de Restauração Nacional (PNR),
Fabricio Alvarado, vota nas eleições gerais da Costa Rica

(AFP, 05/02/2018)

A Costa Rica escolherá o seu próximo presidente em um segundo turno no dia 1º de abril entre o deputado e pastor evangélico de direita Fabricio Alvarado e o ex-ministro de centro-esquerda Carlos Alvarado, após as eleições gerais de domingo.

Os dois candidatos, além do mesmo sobrenome, são jovens e jornalistas de profissão que adoram música. Mas as semelhanças acabam por aí.

Com 86,6% das urnas apuradas, o deputado evangélico tem 24,78% dos votos, contra 21,74% do ex-ministro governista.

Fabricio Alvarado, 43 anos, é candidato pelo pequeno Partido Restauração Nacional (PRN), uma formação criada a partir das igrejas pentecostais que proliferaram no país.

Carlos Alvarado, ex-ministro do Trabalho de 38 anos, aglutinou as forças progressistas do país com uma mensagem de continuidade do atual governo do Partido Ação Cidadã (PAC).

Até dezembro, o deputado evangélico estava com 3% nas pesquisas de intenção de voto, mas ele disparou no fim da campanha por sua postura contrária ao casamento gay após uma declaração realizada em 9 de janeiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) a favor da união homossexual

“Sem dúvidas, a religião impulsionou Fabricio Alvarado e isto se acentuou com veemência a partir da resolução da corte (interamericana)”, disse à AFP o analista político independente Jorge Vega.

“Hoje os costa-riquenhos saíram para votar e a mensagem é clara: a Costa Rica não quer mais do mesmo, não deseja mais as campanhas políticas de sempre. Por isto me uno ao movimento que foi criado de unidade, valores, de inovação e verdadeiro progresso”, disse Fabricio Alvarado ao celebrar o resultado.

Reunido com simpatizantes em um hotel da capital, o candidato repetiu seu lema de campanha defesa da família e promoção de “princípios e valores”.

Carlos Alvarado invocou a unidade nacional e citou desafios nas áreas de educação, economia, segurança e mudança climática.

“O próximo governo deve ser de unidade nacional, um governo que leve ao diálogo, que respeite as diferenças, que saiba transformar este país”, disse o ex-ministro.

A eleição de domingo marcou a primeira vez desde a segunda metade do século passado em que o poder não será disputado por um dos dois partidos tradicionais do país, Liberação Nacional (social-democrata) e Unidade Social Cristã (centro-direita).

“O país mudou, o país político é distinto, e temos que prestar atenção”, afirmou o cientista político Felipe Alpízar, do Centro de Pesquisas e Estudos Políticos (CIEP) da Universidade da Costa Rica.

Pesquisas do CIEP mostraram o avanço de Fabricio Alvarado desde uma entrevista em janeiro na qual mencionou a possibilidade de retirar a Costa Rica da CorteIDH por sua opinião a favor do casamento gay.

Jorge Vega destacou que o PRN conseguiu superar os dois partidos tradicionais do país nas províncias periféricas, onde o agora governante PAC nunca registrou votações significativas.

Estas são as regiões mais pobres, com menos educação e emprego, e onde a religião tem mais influência, destacou o analista.

Fonte: IstoÉ.

Adeus crachá: empresa usa chip implantado para liberar acesso de funcionários

 

Quem nunca esqueceu a carteira ou o crachá do trabalho em casa? Uma empresa americana chamada Three Square Market quer acabar com esse problema entre seus funcionários. A ideia é oferecer às pessoas a possibilidade de implantar chips que liberariam o acesso a portões e catracas, liberar o login em dispositivos como PCs e impressoras e até comprar snacks.

Quem topar implantar o chip, que utiliza NFC, ficará com ele entre o polegar e o indicador. Na prática, eles funcionarão igual aos que ficam em animais ou cartões inteligentes e dispositivos com NFC. A diferença é que, neste caso, não haverá chance de esquecimento. Todd Westby, CEO da Three Square Market, diz que a empresa não vai rastrear seus funcionários, uma preocupação de munta gente. Segundo ele, o pequeno equipamento se compara a um crachá - e não a um rastreador.

O uso de implantes de chips nas empresas não é novidade. Como conta o TheVerge, companhias europeias já usam esse tipo de solução para facilitar a vida dos funcionários. Algumas pessoas, no entanto, se preocupam com a privacidade de quem aderir à "facilidade".

Saiba mais sobre o biohacking, como é chamada a técnica de implantar chips no corpo:

A Bíblia pode ser lida como literatura. É no que editoras apostam

Novas edições tornam texto mais acessível.
Tradução direto do grego para o português revela
novos sentidos para as Escrituras Sagradas.

É frequente a constatação: o brasileiro lê pouco. Num país de mais de 200 milhões de pessoas, as tiragens iniciais de lançamento de livros beiram os 3.000 volumes. Menos de um quarto da população diz ter o costume de ler romances, segundo dados do Instituto Pró-Livro de 2015. E, no entanto, há um volume que destoa do pobre hábito de leitura nacional e é frequentador das mesas de cabeceira de mais de 42% dos brasileiros: a Bíblia.

De olho no sucesso atemporal do best-seller (que é também o livro mais vendido no mundo na história), editoras nacionais lançam suas versões da Bíblia. Mas com uma diferença: as escrituras sagradas recebem novas traduções - e são tratadas como literatura.

Em 2011, na Noruega, o mercado editorial viveu fenômeno parecido.

No Brasil, em outubro de 2016, a Mundo Cristão lançou uma nova tradução, com tiragem de 500 mil exemplares. O texto foi fixado a partir do trabalho de uma equipe de 14 pessoas, durante seis anos, na chamada Nova Versão Transformadora. A editora tem um claro recorte religioso na abordagem das Escrituras Sagradas, mas se preocupou em usar linguagem descomplicada e acessível. Substituiu, por exemplo, a segunda pessoa do plural pela terceira: sai o “vós” e sua conjugação empolada, entra o prosaico “você”.

Nesse embalo, a editora Sextante fez um acordo com a Mundo Cristão, e, ainda no fim de 2016, lançou com tiragem de 30 mil volumes uma versão ainda mais fácil de ler. Usando a mesma tradução, editou uma versão da Bíblia em três tomos, que vêm em uma caprichada e ilustrada caixa, sob o título “O Livro da Vida”. O texto não tem divisão em versículos nem em capítulos: é para ser lido como um romance.

Mais recentemente, no fim de abril, a Companhia das Letras deu sua contribuição: lançou os quatro Evangelhos do Novo Testamento, primeiro volume de uma série de seis, que pretende publicar ao longo do ano da Bíblia completa. Com tradução para o português de Frederico Lourenço, a obra foi lançada em Portugal e recebeu pequenas adaptações na versão brasileira, com tiragem inicial de 7.000 exemplares.

A principal diferença da Bíblia que começa a ser lançada agora pela Companhia das Letras é a tradução feita diretamente do grego. “Esta não é uma Bíblia evangélica. Tivemos a preocupação de lançá-la com capa dura e diagramação amigável. É uma Bíblia para ser lida de forma literária. Mas também como documento histórico e religioso. Ela é muito cuidadosa e objetiva, repleta de anotações críticas sobre as escolhas da tradução”, afirma a editora Rita Mattar, responsável pela versão da Companhia das Letras.

COMO A BÍBLIA É COMPOSTA

Há muita confusão nas edições que se lançam no mundo da Bíblia, texto originalmente escrito em hebraico, aramaico e grego antigo, em data imprecisa. Basicamente, a obra se divide em duas:

1. ANTIGO TESTAMENTO

Escrito em hebraico (com trechos em aramaico), conta a história do mundo da criação e do povo de Israel. Para a religião judaica, é a única Bíblia que há e é dividida em 24 livros (chamados não de Antigo Testamento, mas de Tanach, palavra hebraica para livros sagrados).

Para a tradição protestante, esses mesmos 24 livros são divididos e subdivididos de outra forma, em 39 livros.

Já para o cânone católico, o Antigo Testamento é composto por 46 livros: os 39 escritos em hebraico e considerados pelos protestantes mais 7 livros escritos em grego.

Mas há, ainda, uma versão ainda mais abrangente do Antigo Testamento: a chamada Septuaginta, ou a Bíblia dos Setenta. Ela conta no total 53 livros, 7 a mais que o cânone católico. Ela foi traduzida do hebraico para o grego em Alexandria, supostamente por 72 rabinos, entre os séculos 3 e 1 antes de Cristo. É esta versão que serviu de base para a tradução feita por Frederico Lourenço para a Companhia das Letras.

2. NOVO TESTAMENTO

Escrito em grego, trata-se de uma coleção de 27 livros que narram a trajetória de Jesus Cristo. Enquanto o cânone do Antigo Testamento é disputado e discutido dentro do cristianismo, o do Novo Testamento é ponto pacífico entre católicos, protestantes e ortodoxos gregos. Os livros teriam sido escritos ao longo do século 1 da nossa era.

O VALOR LITERÁRIO DA BÍBLIA SEGUNDO BORGES

O ato de ler a Bíblia como literatura tem um defensor de peso: o escritor argentino Jorge Luis Borges. Ele considerava haver três histórias fundamentais no corpo da literatura: a história de Troia, narrada na “Ilíada”; a história de Ulisses, narrada na “Odisseia”; e a história de Jesus, narrada na Bíblia.

Na série de palestras que proferiu entre 1967 e 1968 na Universidade de Harvard, reunidas no livro “Esse ofício do verso”, o autor defende a importância dessas histórias épicas como formas narrativas poéticas definitivas e plenas de sentido - num momento em que poesia e prosa não eram apartadas.

“Pode-se dizer que, por muitos séculos, essas três histórias—a história de Troia, a história de Ulisses, a história de Jesus—têm sido suficientes à humanidade. As pessoas as têm contado e recontado muitas e muitas vezes; elas foram musicadas; foram pintadas. As pessoas as contaram inúmeras vezes, porém as histórias continuam ali, ilimitadas. Pode-se pensar em alguém, em 1.000 ou 10.000 anos, tornando a escrevê-las.” - Jorge Luis Borges
(Trecho do livro “Esse Ofício do Verso”, p.55)

Mas, ao mesmo tempo em que aponta os três textos como marcos fundadores da poesia épica na literatura, Borges exalta a narrativa que “avulta muito acima” dos poemas de Homero: os quatro Evangelhos do Novo Testamento - de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Diz o escritor argentino que “a história de Cristo, a meu ver, não pode ser contada de modo melhor. Foi contada inúmeras vezes, porém os poucos versos em que lemos, por exemplo, Cristo sendo tentado por Satã, são mais fortes que os quatro livros juntos do ‘Paraíso Reconquistado’ [poema clássico do inglês John Milton, do século 16, baseado no Evangelho de Lucas]. Sente-se que Milton talvez não tivesse a menor ideia de que tipo de homem era Cristo.”

Para Borges, a história contada no Novo Testamento da Bíblia pode ser lida pelo fiel como “a estranha história de um homem, de um deus, que expia os pecados da humanidade. Um deus que se digna ao  sofrimento—à morte na ‘amarga cruz’, como diz Shakespeare”. Já os incrédulos podem “pensar num homem de gênio, num homem que pensava ser deus e que no final descobriu ser somente um homem, e que deus—o seu deus—o abandonara”.

O VALOR DA BÍBLIA GREGA SEGUNDO LOURENÇO

O autor da tradução da Bíblia grega para a Companhia das Letras é o lisboeta Frederico Lourenço. Professor de estudos clássicos na Universidade de Coimbra, é também romancista e ensaísta. Ganhou notoriedade por suas traduções da “Odisseia”, da “Ilíada” e das tragédias de Eurípedes, Hipólito e Íon. Suas versão de “Odisseia” recebeu prêmios da crítica especializada. Lourenço é convidado da 15ª Festa Literária de Paraty, a Flip, que ocorre em julho.

Para ele, a Bíblia grega “é um elemento fundamental para o estudo da história tanto do judaísmo como do cristianismo. Trata-se, simplesmente, de um marco da cultura universal que - pelo seu valor religioso, estético e histórico - urge conhecer”.

Lourenço respondeu a quatro perguntas enviadas por e-mail pelo Nexo.

- Qual é o valor estético e poético da Bíblia grega?

FREDERICO LOURENÇO: A Bíblia grega tem textos de extraordinária beleza literária no Novo Testamento, com destaque para o Evangelho de João e para as Cartas de Paulo. São textos dotados de sofisticação estética e de grande profundidade semântica. Os restantes três evangelhos têm igualmente marcadas qualidades literárias e o livro dos Atos dos Apóstolos é, em termos da sua materialidade verbal, um dos textos mais fascinantes de toda a literatura grega.

- É possível comparar a Bíblia à “Ilíada” e “Odisseia”, do ponto de vista da qualidade literária?

FREDERICO LOURENÇO: A “Ilíada” e a “Odisseia” têm qualidades diferentes da Bíblia: têm uma qualidade mais musical, pelo fato de estarem compostas em verso muito ritmado. Uma diferença é que a poesia homérica recorre a uma língua artificial que nunca foi falada na Grécia, enquanto a Bíblia grega usa a língua falada e escrita normalmente pelas pessoas no mundo grego após as conquistas de Alexandre. Dá para comprovar isso através dos muitos papiros gregos descobertos no Egito, que são contemporâneos da feitura da Bíblia grega.

- Qual é a diferença, em termos de linguagem, entre a Bíblia hebraica e a grega?

FREDERICO LOURENÇO: O Antigo Testamento grego dá-nos a ler um texto que é muitas vezes diferente do texto hebraico. Como o Antigo Testamento grego era a Escritura judaica lida pelos autores do Novo Testamento, há muito interesse em conhecer essas diferenças para reconstruirmos de forma mais objetiva a história do pensamento cristão e para nos colocarmos no enquadramento mental dos primeiros cristãos.

- Por que há, neste momento, um renovado interesse internacional em ler a Bíblia de uma forma não religiosa?

FREDERICO LOURENÇO: A Bíblia tem grande valor histórico e linguístico, independente do seu valor religioso. É possível que haja algum cansaço em relação à forma como a Bíblia é dada a ler pelas igrejas ao mesmo tempo que as pessoas sentem curiosidade em conhecer uma abordagem mais histórica e objetiva do texto da Bíblia e seus problemas.

- As inconsistências e dificuldade de atribuição de autoria ou data nos textos bíblicos não dificultam seu uso como documento histórico?

FREDERICO LOURENÇO: Sim, mas eu penso que apesar disso é possível usar a Bíblia para um estudo histórico do judaísmo e do cristianismo. É preciso ter consciência dos diferentes problemas que cada um dos livros levanta e aceitar um grau de incerteza em relação a muitas dúvidas insolúveis. Continuamos a não saber ao certo quem escreveu a maioria dos livros da Bíblia, nem quando. Mas isso não nos impede de fazer uma leitura histórica, o que significa estudar as condicionantes em que cada livro surgiu e perceber como essas condicionantes se projetam no próprio texto. O livro de Daniel pressupõe uma realidade histórica muito diferente da do livro de Amós, por exemplo. No caso do Novo Testamento, não podemos ler da mesma maneira a carta mais antiga que nos chegou de Paulo (a 1ª Carta aos Tessalonicenses) e uma carta que foi escrita em nome dele já depois da sua morte (como a 1ª Carta a Timóteo).


Egito descobre estátua gigante de faraó



Estátua é encontrada fragmentada em grandes pedaços e mede no total cerca de oito metros. Ela seria de Ramsés 2º, que governou o Egito há mais de 3 mil anos.


Um time de arqueólogos egípcios e alemães encontrou duas estátuas de faraós da 19ª dinastia em uma escavação na área suburbana do Cairo, informou nesta quinta-feira (09/03) o Ministério de Antiguidades do Egito. Segundo o presidente do setor de Antiguidades Egípcias, Mahmoud Afifi, acredita-se que uma das estátuas seja de Ramsés 2º.

A descoberta aconteceu na zona arqueológica de Ain Shams, na antiga cidade de Heliópolis, que agora é um bairro da capital egípcia. A estátua maior, inicialmente atribuída a Ramsés 2º, foi encontrada fragmentada em grandes pedaços de quartzito, e mede no total cerca de oito metros.

A outra peça é a parte superior de uma estátua em tamanho natural do rei Seti, filho de Ramsés 1º e o segundo faraó da mesma dinastia. Ela é feita de caliça e tem aproximadamente 80 centímetros.

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Criança passa ao lado da cabeça da estátua descoberta na zona arqueológica de Ain Shams

O chefe da missão egípcia, Ayman Ashmaui, qualificou o achado como "muito importante" por sugerir que o templo de Oun era uma "estrutura magnífica". "A descoberta das duas estátuas mostra a importância da cidade de Heliópolis, que era dedicada ao culto de Ra", o deus Sol, afirmou Ashmawy.

Ashmawy disse ainda que as escavações e as pesquisas continuam em busca das demais peças para corroborar a identidade da estátua maior, já que a parte encontrada não tem epigrafia que indique a quem pertence.

Os arqueólogos acreditam, no entanto, que poderia ser de Ramsés 2º pelo fato de que foi descoberta em frente ao portal de seu templo. O faraó governou o Egito há mais de 3 mil anos, de 1279 a 1213 a.C.,  e sua efígie pode ser vista em uma série de sítios arqueológicos espalhados pelo país. O mais famoso monumento a Ramsés 2º se encontra em Abu Simbol, perto do Sudão.

O ministro de Antiguidades, Khaled al-Anani, disse que a estátua será transferida ao novo Museu Egípcio para ser restaurada e exposta em um local que será inaugurado parcialmente em 2018.

Fonte: Deutsche Welle.
http://m.dw.com/pt-br/egito-descobre-estátua-gigante-de-faraó/a-37889689

Prefeito de Canoas-RS autoriza uso de área para construção de cemitério islâmico (12/05/2014)


Comunidade islâmica agradeceu a iniciativa do prefeito

(Tony Capellão)

O prefeito Jairo Jorge assinou convênio que autoriza à Associação Beneficente Islâmica de Canoas o uso de parte de área pública, de 800 metros quadrados, localizada na Avenida Nazário, 171, Bairro Estância Velha, para sepultamentos segundo os rituais e crenças islâmicos. O ato ocorreu na tarde desta segunda-feira (12), no Paço Municipal, que fica na Rua 15 de Janeiro, no Centro.

Na solenidade, o prefeito disse que Canoas é uma cidade que procura a paz e a integração. “Este é um gesto de integração, de respeito e de congraçamento, pois só se derrota o preconceito com diálogo, coragem, ousadia e determinação”. Informou ainda que a autorização prevê que é de responsabilidade da Associação Islâmica a construção de condições de infra-estrutura necessária para enterro, de acordo com os preceitos muçulmanos.

Jairo Jorge salientou, ainda, que o Brasil é um estado laico e que não faz a escolha de uma determinada religião. Portanto, é um estado em que todos têm os mesmos direitos e oportunidades de professar a fé, neste caso, o ritual e prática religiosa garantidos e respeitados por todos.

Na ocasião, o presidente da Associação Beneficente Islâmica de Canoas, Saleh Ahmad Murammad Bujaa, agradeceu a bondade do prefeito em apoiar e concretizar um sonho da comunidade islâmica de Canoas. “Desejo ao prefeito muita saúde e paz em sua vida e trabalho, e destaco, ainda, sua competência à frente da administração municipal”, finaliza.

Estiveram presentes ao ato, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil, Alayyan Aladdin, o integrante da Associação Islâmica Carlos, Zambel de Souza, o procurador geral do Município, Paulo Torelly, a chefe de gabinete da Prefeitura, Marta Rufatto, e integrantes da comunidade islâmica da cidade.

Crédito da notícia: Jornalista Alessandra Obem - MTE 6784

Fonte:
http://www.canoas.rs.gov.br/site/noticia/visualizar/id/118076?hc_location=ufi

Link relacionado:
http://www.canoas.rs.gov.br/site/midia/imagem/id/108093