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Bebês distinguem o bem e o mal?


Para o professor de ciências cognitivas Paul Bloom, a resposta a esta pergunta é “sim”. Um estudo que ele realizou, e expõe em um livro, reforça a ideia de que nascemos fazendo nossas escolhas morais e vamos moldando-as usando a razão e o raciocínio. Será mesmo? Leia este post e tire as próprias conclusões, que podem ajudá-lo no seu trabalho na Primeira Infância.

A matéria saiu na revista Veja e achamos importante compartilhá-la com você, para ampliar suas reflexões sobre o desenvolvimento da criança pequena. O que a reportagem traz é o depoimento do canadense Paul Bloom sobre bebês e moralidade.

Com sua equipe, o especialista em desenvolvimento cognitivo fez uma pesquisa com crianças de três meses a um ano de idade. Em suma, a partir dos resultados, ele concluiu que parte de nosso senso moral nasce com a gente. Outra parte é cultural, moldada pela nossa razão a partir das realidades que nos cercam.

Para justificar essa afirmação, ele ressalta que as crianças, logo após o nascimento, já são capazes de discernir atitudes gentis das hostis. Na entrevista à revista ele conta: “Um de nossos experimentos, com bebês entre seis e dez meses, mostrava um show de fantoches em que uma bola tentava subir uma ladeira e era auxiliada por um boneco ‘bom’, ou empurrada para baixo por um boneco ‘mau’. Eles preferiam, invariavelmente, a personagem ‘boazinha’. Isso sugere que eles contam com uma apreciação geral do comportamento bom e mau”.

Em outro experimento, bebês de cinco meses aproximaram-se de fantoches que foram solidários com um fantoche “mau”. Os de oito meses gostaram mais do fantoche que castigou o considerado “mau” na história, revelando a probabilidade de que, em algum momento pós os cinco meses, as crianças passam a ficar ao lado de quem pune e é justo.

Para o psicólogo, a moral inata é muito limitada e é por meio da razão, também moldada por forças evolutivas, que passamos a desenvolvê-la no decorrer da vida.

Também afirma que pessoas muito ligadas ao bebê, especialmente a mãe, influenciam na formação moral do bebê. Ou seja, o papel dos adultos – inclusive o seu – nesse desenvolvimento é determinante.

A entrevista com o especialista traz muitas informações interessantes, que você pode conferir na íntegra.

O livro de Paul Bloom, que fala dos resultados do estudo, chama-se “O que nos faz bons ou maus”, publicado pela Editora Best Seller.

 
Link relacionado:
- "Bebês já fazem escolhas morais", diz psicólogo
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/bebes-ja-fazem-escolhas-morais-diz-psicologo
 

O Bem e o Mal


Se o mundo real pudesse ser dividido em apenas dois lados: um chamado de "BEM" e outro chamado de "MAL", em qual desses lados você acha que ficaria?

Ninguém em sã consciência arriscaria dizer que ficaria do lado do MAL... Todo mundo acha que é da turma "do bem", da turma que vai pro céu... Mas você já parou pra pensar, o que significa, exatamente, "FAZER O BEM"?

Se pudéssemos resumir em apenas uma frase o que as principais religiões e filosofias de vida ensinam sobre esse assunto, poderíamos dizer que "fazer o bem" é obedecer a seguinte regra:


- No BUDISMO :

"Não firais aos outros com o que vos fere."


- No CRISTIANISMO:

"Ame ao teu próximo como a ti mesmo, e a Deus sobre todas as coisas."


- No HINDUÍSMO:

"Não façais aos outros o que se fosse feito a vós, vos causaria dor."


- No ISLAMISMO:

"Nenhum de vós sois um crente [muçulmano] até devotar pelo próximo o amor que devota a vós mesmos."


- No JUDAÍSMO:

"O que não queres que vos façam, não façais aos outros."


Ou seja, "FAZER O BEM" significa AMAR e RESPEITAR as pessoas que vivem à nossa volta, ASSIM COMO GOSTARÍAMOS DE SER AMADOS E RESPEITADOS POR ELAS, apesar das nossas diferenças.

Então, num mundo feito de pessoas diferentes, de idéias diferentes, devemos amar, respeitar e nos preocupar com aqueles que convivem conosco. Assim estaremos promovendo a paz, a união e a harmonia na Terra.

Imagine por exemplo viver num lugar onde todos (começando por nós mesmos) fossem honestos e fiéis uns para com os outros, praticando apenas o bem? Esse lugar só poderia ser chamado de "Paraíso", não acham?