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Rússia reforça seu envolvimento na guerra síria com uma aliança com o Irã

Lançar ataques de uma posição mais próxima permite aos bombardeiros russos poupar combustível

Moscou, 16 AGO 2016 - A Rússia reforçou sua presença no Oriente Médio ao usar o território do Irã para a decolagem de seus bombardeiros em missão contra as posições do Estado Islâmico e da Frente Al Nusra na Síria. O Ministério de Defesa russo confirmou que suas aeronaves utilizaram o aeródromo de Hamedan, no oeste do Irã, para efetuar uma operação militar na Síria. Segundo o canal estatal de televisão Rússia-24, é a primeira operação desse tipo. A Rússia aprofunda seu envolvimento em uma guerra na qual entrou há quase um ano em apoio a Bashar al Assad.

Avião russo bombardeia uma localidade síria em 16 de agosto de 2016.
(HANDOUT REUTERS)


Bombardeiros estratégicos Tupolev-22M3 e bombardeiros Sukhoi-34 partiram de Hamedan e “atacaram objetivos terroristas na Síria”, ou seja, posições do Estado Islâmico e da Frente Al Nusra, mediante uma autorização dada previamente por Teerã em uma data não especificada. Os aviões operaram nas províncias de Aleppo, Deir Ez Zor e Idlib e, como resultado do ataque, foram destruídos cinco importantes arsenais, campos de treinamento em quatro povoados, incluindo Aleppo (palco de uma batalha feroz) e três postos de comando, além de terem sido mortos muitos combatentes, afirmou nesta terça-feira o Ministério da Defesa russo. Segundo essas fontes, toda a infraestrutura destruída era utilizada pelos rebeldes em seus confrontos em Aleppo. Os bombardeiros, disse o ministério, eram escoltados por caças com base no aeródromo sírio de Jmeimim, e todos eles regressaram à sua base depois de “terem cumprido com sucesso sua missão de combate”.

A pista do campo de pouso de Jmeimim, apta para os caças, é pequena demais para os bombardeiros estratégicos e a rota a partir do Irã permite uma grande economia de combustível, observou o especialista militar Konstantin Sokolov no canal Rússia-24. Além disso, a rota com início no Irã, que implica sobrevoar também o Iraque, tem a vantagem de poupar tempo. Fontes militares russas haviam dito que o Ministério da Defesa russo pedira permissão ao Iraque para sobrevoar seu território, mas o primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, anunciou, segundo a agência TASS, que os bombardeiros russos podem cruzar o espaço aéreo iraquiano se forem cumpridas determinadas condições. O líder iraquiano não disse quais eram essas condições e negou que seu país tivesse recebido um pedido oficial de sobrevoo.

Antes que houvesse a confirmação da Rússia, o portal árabe Al-Masdar News tinha informado sobre o uso do aeroporto iraniano pelos bombardeiros russos, que normalmente operam na Síria a partir de aeródromos militares no norte do Cáucaso. O Irã, bem como a Rússia, apoia o presidente sírio, Bashar al Assad, contra a oposição jihadista. Para melhorar a eficácia de sua ação contra o Estado Islâmico na Síria, os três países, e também o Iraque, formaram no segundo semestre do ano passado um centro de coordenação informativa em Bagdá. Até agora os esforços russos para coordenar suas atividades com os Estados Unidos, no marco da coalizão liderada pelos norte-americanos, deram um resultado limitado, em parte por causa dos problemas para diferenciar os “terroristas” de outros grupos de oposição.

Manobras desde o Cáspio

Na semana passada Moscou havia pedido ao Irã e Iraque que permitissem o uso de seu espaço aéreo para a passagem de um míssil de cruzeiro russo “Kalibr”, segundo informou a agência Interfax, citando fontes do Ministério da Defesa russo. A Rússia planeja lançar tal míssil de embarcações que atualmente efetuam manobras navais no mar Cáspio e no Mediterrâneo. Nas manobras do Cáspio participam duas dezenas de navios russos, entre os quais vários com mísseis a bordo.

A operação militar russa na Síria começou em 30 de setembro de 2015. No último trimestre de 2015, a Rússia usou seus navios no Cáspio para lançar mísseis Kalibr contra alvos na Síria. Em 7 de outubro de 2015, o ministro da Defesa, Serguei Shoigu, informou o presidente Vladimir Putin que haviam sido lançados 26 mísseis “Kalibr” contra 11 objetivos e que a operação tinha confirmado a eficácia dessas armas a uma distância de quase 1.500 quilômetros de seus alvos. De acordo com a agência azerbaijana Turan, o lançamento de mísseis russos a partir do Cáspio tinha sido efetuado no setor iraniano desse mar.

Shoigu esteve esta semana em Baku, onde se encontrou com seu colega Zakir Gasanov. A Rússia quer corrigir e intensificar o programa de colaboração militar com o Azerbaijão e debater separadamente sobre a colaboração no Cáspio. “Esperamos um impulso positivo suplementar da intensificação do diálogo para criar um sistema de segurança e medidas de confiança no Cáspio e também da sessão (...) de cooperação militar e técnica prevista para o outono deste ano em Moscou”, segundo disse o vice-ministro da Defesa, Anatoli Antonov, em Baku.

Em 8 de agosto, em Baku, Putin se reuniu com o presidente iraniano Hassan Rouhani. “Nunca esqueceremos o papel positivo que a Rússia desempenhou na conquista do acordo nuclear e nunca esqueceremos o papel de vocês na execução desse acordo”, disse Rouhani a Putin. No jornal Kommersant, Alexei Arbetov, acadêmico e respeitado perito em questões militares, afirmou nesta terça-feira que os arsenais nucleares poderiam aumentar no caso de desintegração do sistema de controle sobre as armas nucleares e alertou que “até no Irã a questão não está resolvida, mas adiada por 10 a 15 anos somente, mas Teerã já disse que depois desse prazo renovará seu programa nuclear”.

Os problemas do terrorismo, o Estado Islâmico, a guerra na Síria e Iraque, os refugiados, “não terão quem os resolva” se não se consegue evitar a “guerra nuclear”, mas os círculos políticos não querem nem pensar nem falar no assunto, enquanto “se desintegra todo o sistema de controle das armas nucleares (...) construído durante o meio século anterior” com grande esforço.

É a primeira vez desde a revolução de 1979 que o Irã autoriza um país a usar seu território para operações militares.

Fonte: El País.

Violência no ambiente escolar e a "militarização" das escolas públicas

Luciano Silva Gomes, 1º tenente da Polícia Militar, comandante do 1º Pelotão Operacional da 1ª companhia independente de Polícia Militar na cidade de Arraias, bacharel em Direito e em Segurança Pública, especialista em docência do ensino superior e gestão pública.
 
Recentemente dois casos de violência em escolas causaram grande repercussão na mídia nacional. Um professor de uma estadual da cidade de São Cristóvão no estado de Sergipe foi baleado por um aluno de 17 anos que estava insatisfeito com a nota que recebera. No mesmo estado, mas agora na capital, a diretora de uma escola municipal foi espancada e golpeada com uma caneta por um adolescente de 16 anos que acabara de suspender por ter causado uma explosão dentro do banheiro da escola. Casos como esses não são isolados. Os profissionais da educação, principalmente aqueles que prestam os seus serviços em escolas públicas espalhadas pelo Brasil, são vítimas de violência todos os dias. E não só violência física. Educadores são ameaçados por alunos e por seus pais insatisfeitos com as notas baixas de seus filhos.

A situação é tão grave que não se trata mais de uma problemática da área educação. Alguns estados veem o assunto como matéria de segurança pública e, assim sendo, problema a ser resolvido pela polícia, nesse caso, a Polícia Militar. Em vários estados brasileiros, sob os protestos de especialistas em educação, a Polícia Militar ou os Corpos de Bombeiros Militares, têm assumido a administração de escolas públicas, principalmente àquelas em áreas de grande risco social. Já nos primeiros anos os resultados aparecem: os casos de violência escolar contra educadores e alunos são praticamente extintos, o tráfico e o uso de drogas também; o rendimento escolar melhora consideravelmente como mostram os indicadores que avaliam a educação.

Para ser ter uma ideia, no Estado de Goiás as 5 melhores escolas públicas são administradas pela Polícia Militar goiana. Na Bahia, as seis melhores escolas públicas também são administradas pela Polícia Militar. No Ceará a melhor escola pública do estado é administrada pela PM e a 4ª melhor escola é administrada pelo Corpo de Bombeiros Militar. No Distrito Federal a melhor escola pública é o Colégio Dom Pedro II, sob o comando e responsabilidade do Corpo de Bombeiros Militar. Aqui no Tocantins o Colégio da Polícia Militar já é uma das melhores escolas públicas, apesar de ter pouco mais de anos de criação (Os resultados foram disponibilizados pelo O GLOBO em: http://infograficos.oglobo.globo.com/sociedade/educacao/consulte-a-media-da-sua-escola-no-enem-2013.html. Acessado em 02 de janeiro de 2015).

Os valores militares de hierarquia e disciplina tem se mostrado essenciais na construção de ambientes escolares favoráveis a construção do saber, bem como contribuído na construção positiva de relacionamentos saudáveis dentro dessas unidades de ensino. Professores tem sua autoridade respeitada por alunos, pais e militares; alunos são desafiados a buscar o melhor desempenho pedagógico para alcançar as honrarias conferidas pela escola aos melhores; pais são acionados para comparecer a escola todas as vezes que os alunos comentem as mínimas transgressões ao regimento escolar e alertados sobre a necessidade de cobrar dos filhos a postura e compostura necessária ao bom andamento de sua vida escolar.

O uso do fardamento é obrigatório todos os dias da semana e deve estar sempre bem alinhado. O corte de cabelo, para os alunos, deve obedecer a altura prevista no regimento interno. Para as alunas deverá estar sempre preso. Os horários devem ser cumpridos com rigor. Os professores não perdem tempo de aula fazendo chamadas ou conferindo os faltosos. As turmas são apresentadas ao mestre pelo aluno chefe de turma assim que este entra em sala. Com professores e demais servidores civis e militares é obrigatório o uso do tratamento “senhor” ou “senhora”. Semanalmente, na maioria dessas escolas, ocorre uma chamada geral com todos os alunos onde ocorrem desfiles e instruções de caráter geral sobre a vida escolar ou os atos de cidadania que devem praticar fora dos muros da escola. Enfim, existe toda uma rotina diferenciada que contribui sobremaneira com a formação de alunos que respeitem a autoridade que esteja sobre eles, dentro e fora da escola.

Entretanto, apesar desses resultados positivos, há ainda - por parte de uma parcela da população em geral e por parte de estudiosos na área da educação – um certo preconceito ou resistência quando se fala em escolas administradas por militares. Talvez, pelo fato de tal administração remeter alguns aos tempos cinzentos da ditadura, levando-os a acreditar que os princípios trabalhados nessas escolas cerceiem a liberdade criativa e individual dos alunos, tornando-os apenas robôs, cumpridores cegos de regras.

Contudo, os altos índices de violência nas escolas públicas, principalmente nos grandes centros urbanos, tem tornado a alternativa de “militarizar” escolas cada vez mais comum. Em primeiro lugar por ser uma opção de baixo custo. Segundo: a opção alcança não apenas a escola, mas toda a comunidade em que ela esteja inserida. Talvez se trate de apenas mais uma resposta imediatista ao grave problema da violência dentro das escolas públicas brasileiras, mas dentro de colégios militares, situações como as ocorridas em Sergipe, são inimagináveis de acontecer.
 

Dependências do Judiciário gaúcho voltarão a ter crucifixos

Crucifixo da sala onde ocorreu a audiência foi recolocado
(Foto: Eduardo Nichele)
 
(1º/jun/2016) O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini, esteve reunido na tarde desta quarta-feira (1º/jun), com diretores e integrantes das Associações dos Juristas Católicos do Rio Grande do Sul (AJCRS) e dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE). O encontro tratou da recente decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) derrubando deliberação do Conselho de Magistratura do TJRS (COMAG), aprovada em março de 2012, que determinava a retirada de crucifixos e demais símbolos religiosos das dependências do Poder Judiciário gaúcho. O Presidente Difini disse que a Administração não irá recorrer contra a decisão do CNJ e que já comunicou às Comarcas do Judiciário gaúcho a respeito da medida tomada pelo CNJ. Desta forma, após reunião da Administração do TJ, ficou definida a volta do crucifixos às salas e dependências do Judiciário.
 
Durante o encontro, o Presidente da AJCRS, Agenor Casaril, destacou que “os dirigentes cristãos e católicos ficaram muito contentes com a presteza e a rapidez da atual Administração do TJ no sentido de informar às Comarcas sobre a decisão proferida em Brasília”. O Presidente Difini, por sua vez, agradeceu a presença expressiva dos dirigentes e associados. “A partir da determinação do CNJ, acredito que o episódio esteja superado e vamos cumprir a decisão”, disse ele, acrescentando que não caberia ao Judiciário recorrer contra a iniciativa. “Neste caso somos o órgão julgador e não parte interessada. Portanto, concluímos que não devemos encaminhar recurso”, afirmou o Chefe do Poder Judiciário Gaúcho. “Essa é a nossa colaboração para aperfeiçoar a relação entre o TJ e as entidades religiosas”, enfatizou o magistrado, destacando que o crucifixo já retornou à sala do COMAG, local do julgamento em 2012.
 
Também participaram do encontro os Desembargadores aposentados Vladimir Giacomuzzi e Vasco Della Giustina, além de demais dirigentes e associados da AJCRS e ADCE como o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Victor Faccioni e o vereador de Porto Alegre João Carlos Nedel. Os Desembargadores José Aquino Flôres de Camargo e Francisco José Moesch também acompanharam a reunião.
 
*Com informações do TJ-RS

Fonte: O Sul.

Na Suécia, nem os bancos aceitam mais dinheiro!

Em igreja de Estocolmo, fiéis pagam dízimo pelo celular.
A Suécia avança para um futuro sem dinheiro vivo

The New York Times, Liz Alderman em Estocolmo

Os fiéis pagam o dízimo por mensagem de texto para a igreja. Vendedores ambulantes sem-teto têm máquinas de cartão de crédito sem fio. Até o Museu Abba, apesar de ser um santuário em homenagem ao grupo pop dos anos 1970 que escreveu "Money, Money, Money", considera o dinheiro uma coisa tão século passado que não aceita cédulas nem moedas.

Poucos lugares estão caminhando para um futuro sem dinheiro tão rápido quanto a Suécia, que aderiu à conveniência de pagar contas com aplicativos e cartões.

Este país avançado tecnologicamente, lar do serviço de música Spotify e da produtora dos jogos Candy Crush para celular, foi atraído pelas inovações que facilitam os pagamentos digitais. É também uma questão prática, já que muitos dos bancos do país não aceitam mais dinheiro em espécie.

No Museu Abba, "não queremos ficar para trás, aceitando dinheiro uma vez que o dinheiro está acabando", disse Bjorn Ulvaeus, ex-membro do Abba que transformou o legado da banda num crescente império de negócios, que inclui o museu.

Nem todo mundo está feliz. A adoção dos pagamentos eletrônicos na Suécia tem alarmado as organizações de consumidores e os críticos que alertam para uma ameaça crescente à privacidade e uma maior vulnerabilidade a crimes sofisticados pela internet. No ano passado, o número de casos de fraudes eletrônicas subiu para 140 mil, mais que o dobro de uma década atrás, segundo o Ministério da Justiça da Suécia.

Os mais velhos e os refugiados que vivem na Suécia poderão ser marginalizados por utilizar dinheiro, dizem os críticos. E os jovens que usam aplicativos para pagar tudo ou tomam empréstimos pelo celular podem ficar endividados.

"Isso pode estar na moda", disse Bjorn Eriksson, ex-diretor da polícia sueca e ex-presidente da Interpol. "Mas existe todo tipo de risco quando uma sociedade deixa de usar dinheiro."
Porém, defensores como Ulvaeus citam a segurança pessoal como uma razão para os países pararem de usar dinheiro. Ele passou a usar só cartão e pagamentos eletrônicos depois que o apartamento de seu filho em Estocolmo foi assaltado duas vezes há alguns anos.

"Ficamos muito inseguros", disse Ulvaeus, que não carrega nenhum dinheiro. "Isso me fez pensar: o que aconteceria se vivêssemos numa sociedade sem dinheiro e os ladrões não pudessem vender o que roubaram?"

As cédulas e moedas agora representam apenas 2% da economia da Suécia, em comparação com 7,7% nos Estados Unidos e 10% na zona do euro. Este ano, apenas um quinto de todos os pagamentos de consumidores na Suécia foram feitos em dinheiro, em comparação com uma média de 75% no resto do mundo, de acordo com a Euromonitor International.

Os cartões ainda imperam na Suécia --com quase 2,4 bilhões em transações de crédito e débito em 2013, em comparação com os 213 milhões de 15 anos atrás. Mas até mesmo os cartões estão enfrentando concorrência, à medida que um número crescente de suecos usa aplicativos para o comércio cotidiano.

Em mais de metade das agências dos maiores bancos do país, incluindo o SEB, Swedbank, Nordea Bank e outros, não há nenhum dinheiro em estoque e não são aceitos depósitos em dinheiro. Eles dizem que estão economizando muito em segurança ao retirar o incentivo para os assaltos a bancos.

No ano passado, os cofres dos bancos suecos tinham cerca de 3,6 bilhões de coroas em notas e moedas, em comparação com 8,7 bilhões em 2010, de acordo com o Banco de Pagamentos Internacionais. Máquinas de saque, que são controladas por um consórcio de bancos suecos, estão sendo retiradas às centenas, especialmente nas áreas rurais.

Eriksson, que agora dirige a Associação das Companhias de Segurança Privada da Suécia, uma associação de firmas que fornecem segurança para as transferências de dinheiro, acusa os bancos e empresas de cartão de crédito de tentar tirar o dinheiro do mercado para abrir caminho para os cartões e pagamentos eletrônicos, que geram renda com taxas.

"Acho que isso não é uma coisa que eles devem decidir por conta própria", disse ele. "Será que eles têm o direito de usar sua força de mercado para transformar a Suécia numa sociedade sem dinheiro?"

O governo não tem procurado evitar a tendência. Na verdade, ele tem se beneficiado uma vez que a cobrança de impostos se tornou mais eficiente, já que as transações eletrônicas deixam um rastro; em países como a Grécia e Itália, onde o dinheiro ainda é muito utilizado, a evasão fiscal continua sendo um grande problema.

Leif Trogen, funcionário da Associação dos Banqueiros da Suécia, reconheceu que os bancos estavam tendo um rendimento substancial com as taxas geradas por essa revolução. Mas como é caro para os bancos e empresas realizarem comércio com dinheiro, faz sentido reduzir seu uso em termos financeiros, disse Trogen.

O dinheiro com certeza não morreu. O banco central sueco, o Riksbank, prevê que ele vai diminuir rapidamente, mas ainda estará circulando daqui a 20 anos. Recentemente, o Riksbank emitiu novos modelos de notas e moedas.

Mas para um número crescente de consumidores, o dinheiro não é mais um hábito.

Na Universidade de Gotemburgo, os alunos disseram que utilizam quase que exclusivamente cartões e pagamentos eletrônicos. "Ninguém usa dinheiro", disse Hannah Ek, 23. "Acho que a nossa geração pode viver sem ele."

A desvantagem, ela admitiu, é que é fácil gastar sem pensar. "Eu gasto mais", disse Ek. "Se eu tivesse uma nota de 500 coroas, pensaria duas vezes antes de gastar tudo." (Quinhentas coroas equivale a cerca de R$ 230).

A mudança atingiu até mesmo os cantos mais improváveis da economia sueca.

Stefan Wikberg, 65 anos, ficou desabrigado durante quatro anos depois que perdeu o emprego como técnico de TI. Agora ele tem onde morar e vende revistas para a Situation Stockholm, uma organização de caridade, e começou a usar uma leitora de cartão móvel para receber pagamentos depois de perceber que quase ninguém carregava dinheiro.

"Agora as pessoas não podem fugir", disse Wikberg, que carrega uma placa dizendo que aceita Visa, MasterCard e American Express. "Quando elas dizem, 'não tenho troco', eu falo que podem pagar com cartão ou até por SMS", disse ele, referindo-se às mensagens de texto. Suas vendas cresceram 30% desde que adotou a leitora de cartão há dois anos.

Na igreja Filadelfia Stockholm, entre os mil paroquianos, eram tão poucos os que usavam dinheiro que a igreja teve de se adaptar, disse Soren Eskilsson, o pastor executivo.

Durante uma recente serviço de domingo, o número da conta bancária da igreja foi projetado num telão. Os fieis pegaram seus celulares e pagaram o dízimo através de um aplicativo chamado Swish, um sistema de pagamento estabelecido pelos maiores bancos da Suécia que está rivalizando com os cartões.

Outros fieis fizeram fila para uma máquina de cartão especial chamada "Kollektomat", onde podiam transferir fundos para diversas operações da igreja. No ano passado, dos 20 milhões de coroas suecas coletadas, mais de 85% o foram com cartão ou pagamento digital.

"As pessoas doam mais dinheiro para a igreja agora porque é eletrônico e fácil", disse Eskilsson, acrescentando que a igreja economizou em custos de segurança por manipular menos dinheiro.

Apesar da conveniência, até mesmo alguns que têm a ganhar com uma sociedade sem dinheiro veem desvantagens.

"A Suécia sempre esteve na vanguarda da tecnologia, por isso é fácil abraçar isso", disse Jacob de Geer, um dos fundadores da iZettle, que fabrica uma leitora de cartões móvel. "Mas se você só compra coisas por via eletrônica, o Big Brother pode ver exatamente o que você está fazendo", disse ele.

Para o magnata da música Ulvaeus, essas preocupações são exageradas:
"Tudo conspira para uma sociedade sem dinheiro", disse ele enquanto passava pelo Museu Abba para pegar seu carro. "É um pensamento utópico mas estamos muito perto disso."
Ele parou num carrinho de cachorro-quente para comer um lanche. Porém, quando foi pagar, a leitora de cartão estava quebrada.

"Desculpe", disse o vendedor. "Você terá que usar dinheiro."
Tradutor: Eloise de Vylder
Fonte: 

"Santa Muerte", a santa protetora dos traficantes mexicanos

"Santa Muerte"

A morte é tratada de forma diferente por diferentes culturas. Uma das tradições mais estranhas e macabras é a dos mexicanos que veneram uma tal de "Santa Muerte" ("Santa Morte"). É também conhecida como Dona Sebastiana e é uma colcha de retalhos de diversas culturas. O sincretismo religioso entre a religião dos povos indígenas com o catolicismo produziu uma mistura peculiar de religião moderna e sobrenatural.

Os astecas cultuavam/personificavam a morte numa forma humana: meio esqueleto, meio gente, simbolizando a vida e a morte. Na América Latina, esse costume foi se adaptando ao catolicismo, acabando por "criar" mais essa "santa".

Na Espanha, a expressão "santa muerte" pode ser interpretada como "a sagrada morte". Ou seja, a Santa Muerte é apenas representação da prática folclórico-religiosa da Igreja Católica Romana de orar para receber uma graça de um morto.

A Igreja Católica não reconhece essa tradição da "Santa Muerte", pois através do sacrifício de Cristo na cruz, a morte foi vencida, então não faria sentido rezar para a morte. No entanto, o fascínio da humanidade pela morte acabou gerando no México uma mistura de culturas de indígenas, espanhóis e austríacos, produzindo essa tradição que continua e se expande a cada ano.

Seus seguidores invocam Santa Muerte pedindo proteção, sorte e amor. Seu culto vem crescendo com força justamente nas regiões mais violentas da Cidade do México. Também fazem apelos pela sua graça para ajudar a encontrar crianças raptadas - o sequestro de crianças pequenas é um enorme problema no México.

Muitas vezes representada com uma foice como a morte, outras vezes vestida com roupas femininas elegantes, embora muitas vezes mantenha um paralelo com o Arcanjo Miguel, agora pode-se vê-la com uma coroa de ouro. E como boa parte da população é católica, elas veem Santa Muerte como uma outra forma de Maria.

As estátuas são confeccionadas em vermelho, branco, preto e verde (ou seja, as cores do México), simbolizando sorte, amor, dinheiro e proteção. Em honra de Santa Muerte se acendem velas, e lhe fazem oferendas de rosas vermelhas, tequila e até mesmo de cigarros!

Acredita-se que a origem dessa tradição situa-se no estado de Veracruz, onde se praticam até hoje antigos rituais de magia. Outros dizem que suas raízes são mais antigas e vêm dos astecas, sendo a continuação do deus da morte, Mictlantecuhtli.

No México, há muitos austríacos que acreditam que ela seja esposa de Krampus em sua jornada - algo semelhante ao nosso Papai Noel (Santa Claus), só que em vez de dar presente às crianças boas, Krampus castiga e sequestra as crianças que se comportam mal.

Recentemente, a Santa Muerte parece ter se tornado a padroeira dos traficantes de drogas. Em muitos criminosos mortos foram encontradas tatuagens com a imagem da santa.

Santa Muerte, figura sobrenatural de magia negra ou mais uma santa católica? No final, você é quem decide no quê e em quem irá acreditar...
Abaixo estão mais algumas imagens:











Ps: Dizem que se alguém prometer algo a ela e não cumprir... daí já sabe o que acontece, né?
;-)

Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Muerte
http://3otiko.blogspot.com.br/2012/06/blog-post_7753.html

A importância da amizade na evangelização dos universitários


O povo brasileiro é reconhecido como um povo alegre, hospitaleiro, festeiro, e, principalmente, por fazer amizades de maneira fácil. Para a juventude atual os amigos são muito importantes na formação de valores e opiniões e eles estão abertos a conversar sobre qualquer assunto. Jesus ficou conhecido como amigo de publicanos e pecadores (Mt 11.19) e cabe aos universitários cristãos fazerem amizades dentro das universidades para assim pregar o Evangelho a tantos jovens que estão perdidos sem Cristo no meio acadêmico.

Jesus é o nosso modelo para interagirmos com os não cristãos ou com pessoas que não têm clareza sobre sua fé. A igreja primitiva, simbolizada na pessoa de Pedro, teve grandes dificuldades em interagir com os não cristãos, não adotando ou seguindo o modelo de Jesus. A igreja evangélica, em especial os universitários evangélicos dentro das universidades, tem adotado a mesma postura de Pedro encontrando muita dificuldade em interagir com os não cristãos ou fazer amizades com eles e isso dificulta a propagação do Evangelho.

Durante todo o seu ministério, Jesus interagiu com pessoas de má fama para que estes pudessem se relacionar com Deus e ordenou aos seus discípulos que fizessem o mesmo (Mateus 28.18-20). Jesus ensinou – assim – a superar preconceitos e qualquer forma de discriminação. Ironicamente, porém, seus discípulos, que eram rejeitados pelos fariseus nos dias de Jesus, começaram a agir mais como os fariseus do que como o próprio Jesus, inclusive tendo muita dificuldade em pregar o Evangelho fora de Jerusalém (Atos 8.1). Os discípulos relutaram enquanto podiam para pregar aos não judeus. E quando o fizeram tiveram uma enorme dificuldade em interagir com eles, por causa de seu apego à religiosidade e às leis judaicas.

Os jovens universitários evangélicos têm tido muitas dificuldades em fazer amizades com outros indivíduos em suas universidades. Apóiam-se em regras supostamente vindas de Deus, como os judeus fizeram com a tradição de não comerem sem lavar as mãos. Regras em relação às quais o apóstolo Paulo escreveu para não nos submetermos, pois “tem aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2.23). Com a desculpa de não escandalizar o próximo, esses jovens deixam de ir a certos lugares e ao encontro de pessoas, quando o próprio Jesus escandalizou a muitos (Mateus 13.57) por causa do seu amor aos “perdidos”.

Os jovens universitários evangélicos precisam aprender a se relacionar com não cristãos em suas universidades desenvolvendo amizades profundas com estes. É preciso que os jovens universitários evangélicos deixem seus guetos eclesiásticos e penetrem na sociedade atual com um testemunho vibrante e convincente. A mulher samaritana somente se relacionou com Deus porque Jesus insistiu em passar por Samaria e tomar a iniciativa de conversar com ela, contra o que previa a lei judaica. O povoado onde aquela mulher morava somente se relacionou com Deus porque Jesus ficou dois dias dormindo, bebendo e conversando com eles. O leproso e a mulher com hemorragia só foram curados porque Jesus deixou ser tocado por eles. O rico Zaqueu somente se relacionou com Deus porque Jesus tomou a iniciativa de se hospedar em sua casa, arriscando-se de ser considerado conivente com a corrupção. Se Jesus desse ouvido às pessoas que o criticavam por agir dessa maneira, muitas pessoas continuariam não tendo a oportunidade de se relacionar com Deus.

Os jovens universitários evangélicos não podem ter medo de se relacionar com não cristãos. Não podem ter medo de se sentar onde não cristãos sentam. Não podem ter medo de ir onde se encontram pessoas diferentes e com outras opções de vida e de fé. Os jovens universitários evangélicos para propagarem o Evangelho precisam fazer amizades com quem quer que seja. O universitário evangélico brasileiro precisa aproveitar-se de toda a sua brasilidade e ir com toda a alegria pregar o Evangelho para que muitos universitários se tornem amigos de Deus.

Maurício Jaccoud da Costa
Pastor e Missionário do Movimento Estudantil Alfa e Ômega
 – um ministério da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo.
Professor e coordenador do curso de Missiologia
da Faculdade Teológica Batista Equatorial.
Mestre em Teologia pela Escola Superior de Teologia.

Obama nomeia primeiro gay assumido a liderar o Exército dos EUA

Nomeação de Eric Fanning ainda deve ser confirmada
pelo Senado norte-americano

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou Eric Kenneth Fanning como próximo secretário do Exército, disse a Casa Branca nesta sexta-feira (18), abrindo caminho para a posse do primeiro homem assumidamente gay a liderar uma das Forças Armadas na história dos EUA.

Fanning ocupa atualmente o cargo de subsecretário do Exército e trabalhou anteriormente como subsecretário da Força Aérea e chefe de gabinete para o secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter. Sua nomeação para o posto deve ainda ser confirmada pelo Senado norte-americano.

“Eric traz muitos anos de experiência comprovada e liderança excepcional para seu novo cargo”, disse Obama em um comunicado. “Estou confiante de que ele vai ajudar a liderar os soldados norte-americanos com distinção.”

Grupos ativistas disseram que a nomeação de um homem abertamente gay para liderar uma das Forças Armadas representa um sinal significativo de progresso na proteção aos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) que trabalham na maior força militar do mundo.

O Pentágono atualizou sua política de oportunidades igualitárias em junho de 2015 para proibir a discriminação baseada em orientação sexual, mudança anunciada por Carter durante uma celebração do orgulho gay e lésbico.
 
Fonte: G1.