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O Islã e a Matança de Inocentes


Por Denis MacEoin

“Nenhuma religião admite a matança de inocentes”. – Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, 10 de setembro de 2014.

“O islamismo é uma religião de paz”. – David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, 13 de setembro de 2014.

“Existe um lugar para a violência no islamismo. Existe um lugar para a jihad (guerra santa) no islamismo”. – imã Anjem Choudary, do Reino Unido, CBN News, 5 de abril de 2010.

Lamentavelmente, é impossível reinterpretar o Corão de uma maneira “moderada”. A interpretação moderna mais famosa, de Sayyd Qutb (morto em 1966), ideólogo da Fraternidade Muçulmana, leva o leitor cada vez mais ao território político, no qual a jihad é a raiz da ação.

Somente na Índia, entre 60 e 80 milhões de hindus podem ter sido assassinados pelos exércitos muçulmanos entre os anos 1000 e 1525.

Antes que o Estado Islâmico decapitasse o terceiro ocidental, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que: “O ISIL não é islâmico. Nenhuma religião admite a matança de inocentes”.

Bem, não exatamente!

Com que freqüência – a despeito do atual espetáculo do Estado Islâmico [EI, IS, ISIL ou ISIS] na Síria e no Iraque – ouvimos os políticos ou os líderes eclesiásticos dizendo que o islamismo é uma religião de paz; que o extremismo islâmico é uma inovação moderna, um profundo desvio de algum “verdadeiro” islamismo imaginado, e até mesmo que seu próprio nome, a palavra “islã”, significa “paz”!

Não são apenas os muçulmanos que dizem que o islamismo é uma religião de paz: alguns políticos ocidentais e líderes eclesiásticos também repetem isso.

Foi o que enfatizou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no dia 13 de setembro de 2014, na BBC, em resposta à decapitação pelo ISIS do agente humanitário britânico David Haines.

O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse[1] o mesmo mais de uma vez,[2] inclusive em um discurso[3] que fez no dia 7 de setembro de 2001.

Da mesma forma, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou: “Não existe um problema com o islamismo. Para aqueles dentre nós que o estudamos, não há dúvida sobre sua natureza verdadeira e pacífica”.[4]

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não questionava nada antes, assim como não questiona nada agora. Em novembro de 2010, em Mumbai, na Índia, ele disse: “A religião [o islamismo] ensina a paz, a justiça, a imparcialidade e a tolerância. Todos nós reconhecemos que essa grandiosa religião não pode justificar a violência”.[5]

O papa Francisco I fez declarações semelhantes: “Tendo-nos deparado com episódios desconcertantes de fundamentalismo violento, nosso respeito aos verdadeiros seguidores do islamismo deveria nos levar a evitar generalizações odiosas, pois o islamismo autêntico e a leitura adequada do Corão se opõem a toda forma de violência”.[6]

O islamita britânico Anjem Choudary, entretanto, em uma entrevista à CBN News,[7] em 2010, rejeitou categoricamente tais interpretações do islamismo:

“Não se pode dizer que o islamismo seja uma religião de paz”, disse ele. “Porque islã não significa paz. Islã significa submissão. Portanto, o muçulmano é uma pessoa que se submete. Existe um lugar para a violência no islamismo. Existe um lugar para a jihad no islamismo”.

Choudary está certo. Embora a palavra árabe para paz, salam, e a palavra árabe para submissão, islam, venham da mesma raiz de três consoantes, elas têm significados bastante distintos e vêm de diferentes formas verbais. Ninguém que saiba a língua árabe cometeria o erro de tomar uma palavra pela outra.

Islã não significa “paz”. Islã significa “submissão”. Sua raiz, salam, significa paz, mas não no sentido ocidental da palavra. A palavra significa a paz que prevalecerá no mundo assim que a humanidade se converter ao islã, embora ainda esteja em discussão a qual das suas ramificações.[8]

O curioso é que ninguém, que eu saiba, tem colocado muita ou qualquer ênfase na história inicial do islamismo. Por qualquer critério, essa história inicial demonstra tristemente que o islamismo jamais foi uma religião de paz e que os jihadistas modernos, especialmente os salafistas, buscam sua inspiração diretamente nas ações das primeiras três gerações da fé: os “salaf” (antepassados/ancestrais), os companheiros do profeta, seus filhos e seus netos. O que é preocupante, ou deveria ser, é que essas figuras servem como modelos construtivos para os muçulmanos atualmente.

O Corão está repleto de injunções para lutar a jihad; os próprios radicais modernos dizem que tiram sua inspiração de lá. Há estimativas de cerca de 164 versos sobre a jihad[9] no Corão. E esses não incluem inúmeras passagens ordenando ou descrevendo a guerra santa na Hadith, ou seja, na biografia do profeta. Alguns exemplos (traduções do autor) incluem:

“Deixem que aqueles que vendem a vida deste mundo pela vida por vir lutem da maneira de Deus; quer ele seja morto ou viva vitoriosamente, lhe daremos uma poderosa recompensa” (4.74).

“Lançarei medo nos corações dos incrédulos. Portanto, cortem a cabeça deles e cortem as pontas de todos os dedos deles” (8.12).

“Matem os incrédulos onde quer que vocês os encontrem; levem-nos cativos e os deixem sitiados; e montem tocaias contra eles, fazendo-os cair em emboscadas” (9.5).

Lamentavelmente, é impossível reinterpretar o Corão de uma maneira “moderada”. A mais famosa tafsir (interpretação) moderna do livro sagrado é uma obra de vários volumes intitulada In the Shade of the Qu’ran [À Sombra do Corão]. Ela foi escrita por Sayyd Qutb (morto em 1966), ideólogo da Fraternidade Muçulmana, freqüentemente considerado como o pai do moderno radicalismo. Sua interpretação leva o leitor cada vez mais ao território político, no qual a jihad é a raiz da ação.

O Corão contém muitos versos pacíficos e moderados, e esses poderiam muito bem ser usados para criar uma reforma genuína – alguma coisa que vários reformadores sinceros tentaram fazer. Mas há algo que chama a atenção. Todos esses versos moderados foram escritos na fase inicial da carreira de Maomé, quando ele morava em Meca e aparentemente tinha decidido seduzir as pessoas. Quando se mudou para Medina, em 622 d.C., tudo mudou. Logo ele se tornou um líder religioso, político e militar. Durante os dez anos seguintes, como suas propostas religiosas às vezes não eram bem-vindas, seus versos pacíficos deram lugar aos versículos da jihad e aos seus discursos (ou conversações filosóficas) intolerantes contra os judeus, os cristãos e os pagãos. Quase todos os livros de tafsir pressupõem que os versos escritos mais tarde revogam os que foram escritos mais cedo. Isto significa que os versos pregando amor por todos já não são mais aplicáveis, exceto com relação aos companheiros muçulmanos. Os versos que ensinam a jihad, a submissão e as doutrinas relacionadas continuam formando a base para a abordagem de muitos muçulmanos aos não-crentes.

Um problema é que ninguém pode mudar o Corão de forma nenhuma. Se o livro contém a palavra direta de Deus, então a remoção de um simples til ou de um ponto acima ou abaixo de uma letra seria uma blasfêmia da pior espécie.[10] Qualquer mudança sugeriria que o texto na terra não combina com a tábua no céu – a “Mãe do Livro”, da forma como Maria é a Mãe de Cristo – pois esse é o Corão original eterno. Se um ponto pudesse ser mudado, talvez outros pudessem ser mudados, e palavras longas poderiam ser substituídas por outras palavras. O próprio Corão condena os judeus e os cristãos por terem manipulado seus livros sagrados, de forma que nem a Torá nem os Evangelhos podem ser considerados como a Palavra de Deus. O Corão nos pega em uma armadilha por sua absoluta imutabilidade.

O pecado que ataca os políticos, líderes eclesiásticos e multiculturalistas ocidentais modernos é sua pronta aceitação da ignorância e a promoção de sua própria ignorância à categoria de erudição. O islã é um dos tópicos mais importantes da história humana, mas quantas crianças ouvem detalhes como os mencionados acima em suas aulas de história? Quantos livros-texto pintam uma figura honesta sobre como o islamismo começou e como ele teve continuidade como um pano de fundo para a maneira que ele prossegue hoje?

Além disso, a quantos verdadeiros especialistas é negado o contato com governos e políticos para que mentiras não se tornem a base de decisões governamentais no Ocidente? Quantas vezes a verdade será sacrificada por causa de fábulas, enquanto os extremistas muçulmanos bombardeiam, atiram e decapitam em seu caminho para o poder?

Esses fatos não vêm de relatos modernos do Ocidente; eles estão lá nos textos que alicerçam o islamismo, nas histórias de al-Waqidi e de al-Tabari. Ninguém está inventando isso. Os muçulmanos que evitam sua própria história deveriam ser confrontados por ela em todas as futuras discussões.

Infelizmente, até muitos muçulmanos moderados ainda falham em ver a realidade por detrás de alguns aspectos elementares de sua própria religião. Logo após os atentados em Londres, em 7 de julho de 2005, o jornal The Guardian perguntou a várias pessoas sobre suas visões a respeito dos ataques. Um jovem e simpático líder muçulmano disse que ficou horrorizado com os assassinatos cometidos por quatro de seus correligionários. Ele afirmou que, se pelo menos os jovens lessem o Corão, eles se voltariam contra todas as formas de extremismo violento.

Todos os combatentes jihadistas do mundo constantemente lêem e citam o Corão, onde eles encontram mais do que suficientes justificativas para os ataques violentos contra os não-muçulmanos, apóstatas e “hipócritas” (munafiqun – uma palavra tomada diretamente do Corão, significando algo semelhante a apóstatas, ou pessoas que abandonaram a fé).

Não considerando o Corão, os seis livros do Hadith e a biografia do profeta (o Sira) representam um mundo nascido em violência. Maomé, depois de mudar sua residência para Medina, levou seus seguidores a batalhas e a ataques a áreas tribais. Ele lutou em conflitos importantes como as batalhas de Badr, Uhud e al-Khandaq. Ibn Ishaq, seu biógrafo, diz que ele lutou em vinte e sete batalhas. Além disso, ele enviou tenentes a caravanas de invasão – as invasões são conhecidas como ghazwat. Cerca de 100 dessas invasões aconteceram principalmente para chamar os árabes ao islamismo. Se eles se desviassem da fé verdadeira, os “apóstatas”, como os pagãos, deveriam ser combatidos até aceitarem o islamismo ou serem mortos – como estamos vendo atualmente no Estado Islâmico (EI).

Maomé ordenou e apoiou cerca de quarenta e três assassinatos de oponentes, inclusive de vários poetas, que o haviam desafiado em versos. Mais conhecidas são suas represálias contra três tribos judaicas, duas das quais foram expulsas de Medina, enquanto que os homens da terceira, a Banu Qurayza, foram condenados à morte por Sa’d ibn Mu’adh, cujo julgamento foi endossado por Maomé. Mais de 900 homens da tribo – inclusive meninos de treze anos para cima – foram decapitados; as mulheres e crianças foram vendidas como escravas, ou algumas das mulheres foram feitas concubinas dos homens muçulmanos.[11] O período de Medina não foi nada mais do que rodadas de violência sobre violência, todas ordenadas e realizadas pelo “Profeta da Paz”.

Maomé morreu no ano 632 d.C., e deveria ser sucedido por seu sogro Abu Bakr (morto em 634), tido pelos sunitas como o primeiro califa, ou por seu genro Ali, tido pelos xiitas como o primeiro dos doze imãs – desta forma provocando o primeiro cisma do islamismo, entre os sunitas e os xiitas, nos dias da morte de Maomé.

A primeira tarefa à qual Abu Bakr se dedicou como califa foi lançar uma série de ataques através da Península Arábica. As tribos dos beduínos, que tinham seguido seu costume de suprimir sua lealdade quando o líder de uma tribo associada morresse, aparentemente creram que sua fidelidade ao islamismo havia terminado quando Maomé partiu deste mundo. Abu Bakr tratou isto como uma apostasia e enviou aliados para forçarem os homens das tribos a voltarem para o aprisco do islamismo. Essas Guerras dos Ridda resultaram em quinze batalhas. Quando as coisas tinham sossegado, Abu Bakr enviou exércitos muçulmanos para conquistarem o Iraque (uma província do Império Persa Sassânida) e o Levante (parte do Império Bizantino Cristão).

Quando Abu Bakr, já um homem velho, morreu de febre, em agosto de 634 d.C., foi sucedido por Umar ibn al-Khattab (morto em 644). Sob seu governo, o Império Sassânida inteiro e dois terços do Império Bizantino foram conquistados pelo islamismo. Batalha após batalha, derramamento de sangue após derramamento de sangue. Em 644 d.C., um grupo de persas, irados por causa da conquista, conspirou para matar Umar e foi bem sucedido quando um ex-escravo, mais conhecido como Abu Lu’lu’, o assassinou durante as orações.

Embora o terceiro dos quatro “Califas Corretamente Guiados”, Uthman ibn Affan (morto em 656), já estivesse com 65 anos em sua ascensão, durante seu reinado aconteceram batalhas para conquistar ou alinhar a metade do mundo conhecido. Suas conquistas se estenderam até o Paquistão moderno, o Irã, o Afeganistão, o Azerbaijão, o Daguestão, o Turcomenistão e a Armênia. A Sicília e Chipre foram capturadas. Os exércitos [islâmicos] entraram no Norte da África e mais tarde na Península Ibérica e no Sul da Itália.

Já no final de sua vida, entretanto, Uthman tornou-se impopular para muitos. Medina, onde ele tinha sua capital, tornou-se um ninho de intrigas e distúrbios. Em 656, uma revolta armada teve início e 1.000 rebeldes, com ordem para assassinar o califa, partiram do Egito para Medina. Alguns entraram em sua casa e o assassinaram; depois, os defensores do califa se voltaram contra os rebeldes e a luta armada estourou. A religião da paz continuava em marcha.

Uthman foi seguido pelo genro de Maomé, Ali (morto em 661), o último dos quatro Califas Rashidun (Guiados Corretamente). Quase que imediatamente, Ali foi envolvido em uma rixa que terminou em guerra civil. Ele enfrentou a esposa do profeta, A’isha, na Batalha do Camelo em 656, quando 10.000 foram mortos. Ele também enfrentou as forças de Mu’awiya (mais tarde o primeiro dos Califas Omíadas) em Siffin (657), onde Ali perdeu 25.000 homens e Mu’awiya perdeu 45.000. Ali foi assassinado em sua capital, Kufa, por um muçulmano extremista, durante as orações, em 661.

Os omíadas tomaram o poder e estabeleceram sua capital de longa duração, Damasco. Mas a violência prosseguiu rapidamente. Em 680, quando Yasid (morto 683), filho de Mu’awiya, assumiu o califado, um neto de Maomé, Husayn, filho de Ali, rebelou-se e levantou forças para atacar Yazid. Os dois lados se encontraram em Karbala, em 680. Na luta, Husayn, sua família e seus seguidores, todos pereceram. Isto marca o momento mais crucial na cisão entre a minoria xiita (para quem Husayn é o terceiro dos imãs) e a maioria sunita.

O restante da história islâmica é marcada pelas jihads anuais, guerras entre diferentes governos e impérios muçulmanos. Somente na Índia, entre sessenta e oitenta milhões de hindus podem ter sido assassinados durante os séculos de invasões dos exércitos muçulmanos, desde o ano 1000 até o ano 1525.[12] Será que isso é algo que deva ser esquecido?

Enquanto o Corão estiver nas prateleiras de todas as mesquitas e livrarias muçulmanas, homens e mulheres jovens, em suas thawbs e hijabs, podem encontrar nele a perfeita justificativa para continuarem suas empreitadas no caminho da jihad e da matança de inocentes. (Denis MacEoin – www.gatestoneinstitute.org – Beth-Shalom.com.br)

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Denis MacEoin se formou com um B.A. e um mestrado em Língua Inglesa e Literatura no Trinity College, Dublin (Irlanda), seguido por um segundo M.A. de 4 anos em persa, árabe e Estudos Islâmicos em Edimburgo e um doutorado em Estudos Persas/Islâmicos em Cambridge (Grã-Bretanha). Ele lecionou Estudos Árabes e Islâmicos na Universidade de Newcastle, escreveu vários livros e numerosos artigos acadêmicos, bem como muitos textos jornalísticos. Recentemente, produziu relatórios sobre literatura de ódio, a sharia (lei islâmica), e as escolas islâmicas.

Notas:
http://georgewbush-whitehouse.archives.gov/news/releases/2001/09/20010917-11.html
http://www.danielpipes.org/blog/2007/10/bush-returns-to-the-religion-of-peace
https://www.youtube.com/watch?v=9–ZoroJdVnA
http://www.westcoasttruth.com/western-dhimmi-politicians–-the-black-heart-series-by-ralph-ellis.html
http://www.hindustantimes.com/india-news/mumbai/islam-great-but-distorted-by-few-extremists-obama/article1-623013.aspx
http://exlaodicea.wordpress.com/2014/01/10/pope-francis-and-the-religion-of-peace/
http://www.cbn.com/cbnnews/world/2010/March/UK-Muslim-Leader-Islam-Not-a-Religion-of-Peace/
Ver?http://www.religioustolerance.org/faisal01.htm;?http://www.al-islami.com/islam/religion–of–peace.php;http://d1.islamhouse.com/data/en/ih–books/single/en–Islam–Is–The–Religion–Of–Peace.pdf;http://www.studymode.com/essays/Islam-a-Religion-Of-Peace-212736.html
http://www.answering-islam.org/Quran/Themes/jihad–passages.html
O ponto, ou?nuqta, é de enorme importância no xiismo, pois o imã Ali afirmou que ele é o ponto debaixo da letra b no início da primeira palavra do Corão, bismillah, o que faz dele o primeiro de todos os seres criados. Seitas tais como os Nuqtavis e os Babis no Irã têm atribuído significados profundos a isso. Pode ser um ponto, mas ele pode significar um mundo de coisas.
Ver William Montgomery Watt,?Muhammad at Medina [Maomé em Medina], pp. 208-216, Oxford, 1956, o estudo definitivo sobre esse período. O autor foi aluno de Watt nos anos 1970.
K.S. Lal,?Growth of Muslim Population of Medieval India (1000-1800) [O Crescimento da População Muçulmana da Índia Medieval (1000-1800)].

Extraído de Revista Notícias de Israel janeiro de 2015, revista mensal com artigos sobre Israel, profecias bíblicas, e notícias internacionais comentadas.

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/isla_matanca_inocentes.html

EUA: Evangélica é presa por se negar a assinar certidão de casamento gay

Tabeliã americana só será solta se negar sua fé

A tabeliã americana Kim Davis desafiou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e afirmou que não iria emitir licenças de casamento para casais gays. Sua justificativa é que ela responde a um poder maior: Deus.

Durante dois meses, Kim, que trabalha para o condado de Rowan, em Kentucky, alegou que suas crenças religiosas justificavam sua recusa. O caso gerou polêmica e ela foi vítima de ativistas gays, que pediam sua prisão.

Na segunda (31/08), a Suprema Corte rejeitou o pedido de ordem de emergência que permitiria que Kim negasse licenças de casamento para casais do mesmo sexo. Ele enfrenta a ordem de um juiz federal que a obriga a emiti-las.

Em julho, o vídeo que mostra Kim negando atender o pedido de um casal gay chamou atenção para a postura dela. Poucos dias depois, ativistas gays entraram com uma ação civil federal contra ela. Segundo o jornal The New York Times, há vários funcionários que se recusam a casar pessoas do mesmo sexo mesmo depois de o Supremo Tribunal ter legalizado estas uniões, em junho passado.

Ontem (2/9), Davis desafiou o tribunal e recusou novamente casar pessoas do mesmo sexo. Perante várias câmaras de televisão, a norte-americana defendeu agir “sob a autoridade de Deus”.

Na manhã de hoje (3), o juiz federal David Bunning ordenou que Davis seja presa. Ela só poderá ser solta quando concordar em emitir as licenças de casamento, conforme manda a lei.

Kim Davis

“A corte não aceitará a desobediência intencional de sua ordem legalmente estabelecida. Se você der às pessoas a oportunidade de escolher quais normas seguir, isso potencialmente causa problemas”, afirmou Bunning durante a audiência.

A corte estava cheia de ativistas, que celebraram a sua prisão. Eles pedem que o mesmo ocorra com todos os que se negarem a casar gays.

Nos Estados Unidos, a certidão de casamento é feita por funcionários públicos ligados ao sistema judiciário. Na cidade onde Kim Davis trabalha, o escrivão é eleito pelo povo. E só pode ser retirado do cargo por um impeachment.

O caso promete render muita polêmica ainda. Ela afirma que um cristão não pode negar aquilo o que crê mesmo que seu trabalho o obrigue. Convertida em 2011, Kim afirma ser uma cristã convicta. Ela defende que “isto nunca foi uma questão gay ou lésbica. Trata-se do casamento e da palavra de Deus”, escreveu em uma nota lida pelos seus advogados.

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Links relacionados:

- Pastores nos EUA são proibidos por governo de chamar o homossexualismo de “pecado”
http://noticias.gospelprime.com.br/pastores-proibidos-chamar-homossexualismo-pecado/

- Casal cristão se nega a alugar salão para casamento gay nos EUA e fecha após pressão
http://noticias.gospelprime.com.br/casal-cristao-fecha-empresa-casamento-gay/

- Casal cristão terá de pagar indenização de 150 mil dólares a casal gay por “discriminação”
http://gif15.blogspot.com.br/2015/08/casal-cristao-tera-de-pagar-indenizacao.html

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Adendo: Kim Davis foi libertada na última terça-feira, dia 8 de setembro.

Por que liberais estão atacando esse padeiro gay?

Esse padeiro compreende como poucos
a definição da palavra "Liberdade"
Por Candice Thomas

22 de julho de 2015 - Padeiros cristãos, como Aaron e Melissa Klein, de Oregon - os quais foram condenados recentemente a pagar 135 mil dólares para um casal de lésbicas depois de se recusarem a assar um bolo de "casamento" para elas - estão sendo defendidos por uma pessoa improvável: um padeiro gay chamado Jesse Bartholomew.

Bartholomew recentemente postou um vídeo na sua página do Facebook onde ele entrega um discurso de dois minutos apontando diretamente para a comunidade gay e lésbica, acusando-a de utilizar táticas fascistas, destinadas a SILENCIAR a oposição conservadora.

"Oi gente", disse Bartholomew no vídeo. "Meu nome é Jesse e eu asso bolos de casamento para ganhar a vida, e eu nem posso te dizer o quanto estou repugnado com minha camarada comunidade gay e lésbica - que eles iriam descer tão baixo a ponto de forçar alguém que não concorde com eles a fazer um bolo pra eles. E antes que você possa vir me culpar e dizer que eles TÊM que fazer - não, eles NÃO TEM que fazer. ELES NÃO TEM QUE FAZER UM BOLO PRA VOCÊS."

Bartholomew toca em um dos principais argumentos dos conservadores - incluindo os Klein: a de que, por causa da Primeira Emenda (direito à liberdade de religião), eles devem ter o direito de recusar os seus serviços para um casamento gay.

No caso dos Klein, eles não negaram o serviço para o casal que entrou com uma queixa contra eles porque elas eram lésbicas - provavelmente eles já tinham prestado serviço para o casal e para as famílias do casal em outros eventos, não matrimoniais, mas se recusaram a fazer esse bolo de casamento específico porque discordavam do casamento em si. Eles afirmaram que isso não deveria ser qualificado como "discriminação" nos termos da lei.

Mas Bartholomew, a partir de sua curiosa posição dentro da comunidade gay, levou sua crítica um passo mais longe: POR QUE UM CASAL GAY AINDA IRIA QUERER QUE SEU BOLO DE CASAMENTO FOSSE FEITO, COMO PRIMEIRA OPÇÃO, POR ALGUÉM QUE É CONTRA O SEU CASAMENTO?

"VOCÊS SÃO ESTÚPIDAS?", ele pergunta para sua audiência. "Essa é a parte mais pessoal do casamento de vocês. Seus convidados irão comer esse bolo. Ele irá aparecer nas fotos, vocês irão digerir ele em seus estômagos... NÃO HÁ OUTROS PADEIROS ALÉM DESSES AÍ?"

Ele terminou seu vídeo lançando um ataque diretamente sobre as táticas da esquerda liberal - onde houve um silenciamento injusto da oposição, ao invés de um debate aberto e honesto (sem falar no respeito), tornando-se o novo normal.

"É claro e simples", disse Bartholomew. "Vocês estão INTIMIDANDO alguém, vocês estão FORÇANDO alguém, vocês estão sendo uns nazistas e forçando alguém a fazer um bolo de casamento amaldiçoado para vocês, enquanto que há centenas de outros gays e lésbicas [padeiros] que ficariam felizes em fazer o serviço. Vocês deviam se envergonhar!



Alguns comentários interessantes a respeito do vídeo:

"Parem de arruinar a vida das pessoas que não concordam com vocês!"

"O governo supostamente deveria ser para o povo pelo povo, e não o contrário."

"Muitos elogios para Jesse Bartholomew. Eu o aplaudo por seu senso comum. Obrigado por sua fala, senhor."

"Eu tenho uma pergunta para aqueles que estão intimidando os padeiros a assarem bolos para elas: vocês têm certeza que é sábio ser tão desagradável para as pessoas que estão fazendo algo que você vai comer? Se eu estivesse sendo intimidado pelos homossexuais, e eles me processassem a fim de "forçar-me a assar o bolo", esse bolo iria conter alguns ingredientes bastante interessantes. Eu poderia ter um resfriado ruim e "acidentalmente" espirrar na massa algumas vezes. Isso é apenas uma das muitas coisas que poderiam acontecer "acidentalmente de propósito". Me entende?"

:-)

Casal cristão terá de pagar indenização de 150 mil Dólares a casal gay por “discriminação”

Melissa e Aaron, donos da extinta confeitaria
"Sweet Cakes" ("Bolos Doces")

Aaron e Melissa Klein, proprietários da confeitaria Sweet Cakes, no estado Oregon, foram forçados a fechar seu negócio após se recusarem a fazer um bolo de casamento para um casal gay em 2013.

Eles afirmavam que isso violaria as suas convicções religiosas e acabaram sendo processados por Rachel e Laurel Bowman-Cryer, casal de lésbicas que se sentiu humilhado pela recusa. A pressão da comunidade LGBT foi tão grande que, sentindo-se ameaçados, os Klein optaram por encerrar as atividades.

Rachel e Laurel Bowman-Cryer, casal de lésbicas

Quase dois anos depois, o tribunal do Oregon condenou Aaron e Melissa a indenizar Rachel em 75.000 dólares enquanto Laurel ganhou outros 60.000 – totalizando cerca de 400 mil reais. Elas alegavam que precisavam ser ressarcidas por “danos emocionais”. Rachel alega ter ficada acamada por conta de uma depressão em consequência do ocorrido.

Brad Avakian, Comissário do Escritório de Trabalho e Indústria do Oregon, emitiu as notificações, alegando que os proprietários da confeitaria eram culpados de “discriminação”.

“Permitir que os inquiridos, uma empresa com fins lucrativos, negue quaisquer serviços para qualquer pessoa por causa de sua orientação é uma violação da lei”, afirma o veredito.


Contudo, isso não é tudo. Os Klein ficaram conhecidos no Oregon por causa do incidente e diversas vezes deram declarações à imprensa, alegando que preferiam “obedecer a Deus do que a homens”. Também justificaram sua recusa por seguirem princípios cristãos. Agora, o Estado quer impedi-las de usar “justificativas religiosas”.

A família Klein continua fazendo bolos, mas em casa, não mais numa loja. Alegam não ter dinheiro para pagar o processo e que já sofreram prejuízos demais. Também não estão satisfeitos pela maneira como o governo do Oregon lidou com seu caso.

Resultado: confeitaria fechada

Melissa escreveu em sua página do Facebook: “De acordo com o estado de Oregon não temos mais liberdade de religião nem liberdade de expressão. Não vamos desistir dessa luta, e não seremos silenciados. Nós defendemos a verdade de Deus, a Palavra de Deus e a liberdade para todos. Estamos aqui para obedecer a Deus, não ao homem, e não vamos conformar com este mundo. Se tivéssemos que perder tudo valeria a pena pelo o nosso Senhor, que deu seu único filho, Jesus, por nós! Deus vencerá essa luta!”.

Melissa e Aaron Klein

Aaron Klein disse ao canal Fox News que eles planejam recorrer da decisão e que não irão pagar. A advogada dos Klein, Anna Harmon, disse que a tentativa de calar seus clientes “é mais uma prova de que o Estado está tentando forçar as empresas a se conformar politicamente com aquilo que eles não concordam”.

Casal Klein

Este não é o único caso de empresas de cristãos que são processadas por se negarem a aceitar encomendas para casamentos gay. A pressão tem ocorrido em vários estados americanos, quase sempre equiparando esse tipo de “discriminação” com racismo.

Com informações de Christian Post (1) (2).

Extraído de: Gospel Prime.

Pergaminho hebraico de 1.500 anos é decifrado graças à tecnologia

Foto mostra os textos original e o decifrado do que se acredita ser o início do livro de Levítico em pergaminhos de 1500 anos, encontrados no Mar Morto
(Foto: AFP Photo/Gali Tibbon)

Da France Presse

Encontrado em 1970, material tem 8 versículos já conhecidos da Bíblia. Escaneamento tridimensional permitiu a leitura do fragmento de 7 cm.
As novas tecnologias permitiram, pela primeira vez, decifrar um dos mais antigos pergaminhos hebraicos existentes, de 15 séculos de idade, encontrado perto do Mar Morto - informaram especialistas israelenses e americanos nesta segunda-feira (20).

O deteriorado pergaminho foi encontrado em 1970, entre as cinzas de uma sinagoga em Ein Gedi, perto do Mar Morto. Até agora, os investigadores tinham sido incapazes de lê-lo, em razão de seu estado precário.

"A mais avançada tecnologia nos permitiu desvendar o pergaminho, que fazia parte de uma Bíblia de 1.500 anos de idade", explicou Pnina Shor, da Autoridade Israelense de Antiguidades, em coletiva de imprensa em Jerusalém.

Quando foi descoberto, o texto não pôde ser decifrado, afirmou Sefi Porat, membro da equipe que extraiu o pergaminho queimado, há 45 anos.

Lena Liebman, do laboratório de conservação dos pergaminhos do Mar Morto, mede um fragmento de pergaminho queimado na segunda (20), em laboratório em Jerusalém
(Foto: AFP Photo/Gali Tibbon)

O fragmento, de sete centímetros de comprimento, que se parece com um pedaço de carvão, contém os oito primeiros já conhecidos versículos do livro de Levítico da Bíblia, que descreve as regras dos sacrifícios rituais, relatou Pnina Shor, aparentemente sem grandes diferenças com relação ao texto bíblico atualmente utilizado.

Os especialistas fizeram um escaneamento tridimensional, que foi, então, enviado para o Departamento de Informática da Universidade de Kentucky. A instituição desenvolveu um programa de imagem digital que possibilitou a projeção das primeiras imagens legíveis na semana passada.

Como seriam as 95 teses de Lutero nos dias atuais?


Prof° Pedro Carbone Filho

Se Martinho Lutero estivesse vivo e resolvesse reescrever suas 95 teses a serem afixadas na porta principal da Catedral de São Pedro (Vaticano) e de outros templos de grandes cidades do mundo católico romano, como seriam elas?

Talvez assim:

1- A Igreja Católica Apostólica Romana passa a denominar-se simplesmente “Igreja Cristã”, partindo do pressuposto de que se a Igreja é de Cristo dispensa o qualificativo “apostólica”; ademais, caso insistisse no termo “católica” (universal), não seria cabível o adjetivo “romana” e vice-versa;

2- A Igreja de Roma renuncia à pretensão de ser “a Santa Madre Igreja”, considerando-se que esse privilégio caberia à Igreja Cristã de Jerusalém, onde os cristãos se congregaram pela primeira vez (Atos cap. 1 e 2);

3- Assim, reconhece todas as igrejas verdadeiramente cristãs como “coirmãs” e não como “deficientes”, abdicando da pretensa condição de “única igreja cristã verdadeira” ou de “único caminho para a salvação”, vez que essa prerrogativa cabe ao próprio Cristo, como caminho, verdade e vida (João 14:6);

4- A Igreja deixa de ter um chefe político-religioso (papa), que renuncia imediatamente ao seu cargo e ao seu poder temporal;

5- O papa também renuncia aos seus atuais títulos, direitos e prerrogativas, como por exemplo: “Vigário de Cristo na Terra”, “Vigário de Deus”, “Suces-sor de Pedro”, “Sumo Pontífice”, “Cabeça ou Chefe do Colégio dos Bispos”, “Primaz da Itália”, “Soberano Supremo da Igreja e do Mundo”, “Soberano do Vaticano”, “Bispo Universal” e outros semelhantes, reconhecendo o Espírito Santo como único líder espiritual;

6- Como não há provas históricas suficientes para afirmar que Pedro foi bispo em Roma (e muito menos o primeiro papa), ou que tenha originado a chamada “sucessão apostólica”, essas pretensões serão eliminadas dos documentos oficiais e oficiosos da Igreja;

7- A Igreja abre mão de qualquer suposta autoridade do papa sobre a “igreja militante, purgante e triunfante”, inclusive sobre as almas dos fiéis mortos, no sentido de ligar ou desligar, visto que após a morte ocorre imediatamente o juízo divino (Heb 9: 27) e os vivos não têm o poder de interferir no destino dos mortos;

8-Fica sem efeito o decreto da “Infalibilidade Papal” promulgado por Pio IX em 1870, relativo à palavra do papa “ex-cathedra”, considerando-se que todos os líderes religiosos, assim como os demais seres humanos, são falíveis e pecadores;

9- Fica abolida a doutrina da “supremacia universal da jurisdição de Roma”, tendo em vista o conceito neotestamentário de “igrejas” – assembleias locais, autônomas e independentes, sem governo centralizado;

10- Considera-se revogado o atual sistema jurisdicional de dioceses e arquidioceses, passando as congregações a ser livres, autônomas e independentes entre si para decidirem seus destinos e escolherem seus líderes pelo voto democrático;

11- A Igreja abre mão do tratado que lhe permitia governar o Estado do Vaticano como país independente; portanto, esse território será incorporado à cidade de Roma, passando a ser administrado como um museu religioso e cultural aberto a toda a população;

12- Fica abolido o Código de Direito Canônico, passando a se reger única e exclusivamente pela orientação de Cristo e dos Apóstolos nas Sagradas Escrituras. As igrejas locais poderão ter seus estatutos e regimentos internos que não poderão contrariar o espírito nem a letra da Palavra de Deus;

13- Todo o rígido sistema hierárquico (papa, cardeais, arcebispos, bispos, padres, monges, abades, freiras, madres superioras, etc) fica cancelado, devendo os líderes locais ser denominados bispos (ou pastores) e diáconos, a critério de cada paróquia;

14- Também fica extinto o sistema de hierarquia, titulação, distinção ou dife-renciação entre templos (capela, igreja matriz, sé, catedral, basílica maior ou menor, etc), considerando-se o exposto no item anterior;

15- Os líderes locais não mais serão considerados nem chamados sacerdotes, visto que o sacerdócio e os sacrifícios foram abolidos por Jesus Cristo, nosso Único Sacerdote e Mediador;

16- Não mais serão usados: báculos, mitras, barretes, tiaras, coroas, tronos, anéis, casulos, mesetas, estolas, batinas, mantos, paramentos, escapulários, pálios, sobrepelizes, roquetes, faixas, solidéus, luvas de seda, sapatos de pelica, papamóveis ou quaisquer outros objetos que denotem privilégio, distinção ou hierarquia entre os líderes religiosos;

17- Também não mais serão utilizados trajes especiais e formas de tratamento que promovam qualquer tipo de distinção ou discriminação entre clérigos e leigos, pois todos são iguais em Cristo;

18- Fica reestabelecido o sacerdócio universal de todos os crentes, confor-me preceituado na Primeira Carta de Pedro, cap. 2: 9;

19- A Igreja reconhece estar alicerçada sobre o fundamento de Cristo e dos Apóstolos e não somente sobre Pedro (I Cor. 3: 11);

20- A Igreja concorda com a separação entre Igreja e Estado e abre mão do status de “igreja oficial” nos países em que porventura detenha esse privilé-gio, recusando qualquer subvenção dos poderes públicos e ombreando-se com os demais sistemas religiosos;

21- Em decorrência, reconhece o direito de todos os povos à plena liberdade religiosa, de consciência, de opinião, de imprensa, de pensamento e de expressão;

22- É definitivamente extinta a Santa Inquisição criada em 1184, que ainda sobrevivia disfarçada sob a forma de “Santo Ofício” ou “Congregação para a Doutrina da Fé”;

23- Também são extintas todas as ordens religiosas e outras organizações semelhantes criadas pela Igreja;

24- As missas cedem seu lugar aos cultos, como na igreja primitiva, com ênfase na pregação do evangelho;

25- A Igreja reconhece que o sacrifício de Cristo foi suficiente para consumar a salvação (Hebreus 9:22-28 e 10:8-14), não havendo necessidade de tentar repeti-lo de forma incruenta através das missas;

26- Em consequência, passa a ensinar a doutrina da salvação pela graça mediante a fé somente, sem concurso de obras (batismo, missas, sacramentos, penitências, caridade, etc), conforme Efésios cap. 2;

27- Somente ingressarão na igreja as pessoas regeneradas, isto é, as que se arrependeram dos seus pecados e creram em Cristo como único e suficiente Salvador Pessoal, após batismo por imersão;

28- Ficam, pois, abolidos o batismo infantil (instituído em 416) e o batismo mediante outras formas (oficializado no Século XIII), além do batismo de si-nos, de prédios, igrejas, residências, etc;

29- Os líderes religiosos de ambos os sexos são desobrigados do celibato obrigatório decretado em 1079, ficando a critério pessoal a decisão de casarem-se ou de permanecerem solteiros (as);

30- Os líderes que, em virtude do matrimônio, foram afastados de suas fun-ções, serão reintegrados ao ministério pastoral, caso assim o solicitem às igrejas locais;

31- A Igreja reconhece que o culto a Maria e aos santos é prática espírita, pois está-se invocando os mortos; mesmo que exista a possibilidade de tal comunicação, ela é proibida e condenada pela Bíblia;

32- Em decorrência, fica abolido o culto a Maria, aos santos e aos anjos, mesmo sob a forma de festas, comemorações, veneração, dulia ou hiperdulia. Os verdadeiros santos continuarão a ser objeto de reverência, e suas vidas servirão de exemplo para os fiéis;

33- Também ficam proibidos: cânticos, orações, preces, ladainhas, rezas ou súplicas dirigidas a Maria, aos anjos e aos santos mortos, como por exem-plo as rezas denominadas “Ave Maria” e “Salve Rainha”;

34- Todas as rezas, terços, novenas, rosários e outras formas mecânicas e repetitivas de proferir orações são doravante consideradas contrárias aos ensinos de Cristo no Sermão da Montanha. Os fiéis deverão orar seguindo o modelo do “Pai Nosso”;

35- Não mais serão beatificadas ou santificadas pessoas vivas ou mortas, sendo considerados nulos os processos em andamento. Assim, todos os verdadeiros crentes são santos, conforme ensina a Palavra de Deus (I Pedro 1:15 e 16);

36- Qualquer tipo de idolatria, manifesta ou disfarçada sob a forma de veneração, fica terminantemente proibida, devendo ser retirados dos templos os ícones, crucifixos, imagens, relíquias de santos e outros objetos perante os quais as pessoas possam se ajoelhar;

37- Os livros apócrifos (ou deuterocanônicos) e outros acréscimos, autorizados oficialmente pelo Concílio de Trento (1546), serão expurgados da Bíblia, posto que não foram divinamente inspirados e nunca fizeram parte do cânon do Velho Testamento;

38- Todo o sistema de indulgências instituído em 1190 será definitivamente cancelado;

39- O dogma da transubstanciação, ou seja, da suposta transformação dos elementos da ceia no corpo e no sangue de Jesus após abençoados pelo ministrante, é substituído pela Ceia do Senhor, de caráter memorial, conforme as palavras do próprio Cristo: “Fazei isto em memória de mim” ;

40- A Ceia do Senhor (não mais “eucaristia” ou “comunhão”) deverá ser celebrada sempre mediante a utilização dos dois elementos (pão e vinho), que serão distribuídos a todos os crentes;

41- Considera-se extinto o uso da chamada “hóstia”, instituída em lugar do pão por volta do ano 1200;

42- Assim, fica sem efeito a elevação e adoração da hóstia, determinada pelo Papa Honório III em 1220;

43- O dogma do purgatório, decretado em 593 por Gregório I, é considerado nulo;

44- Também fica cancelado o dogma da Dormição e Assunção de Maria (proclamado em 1950 pelo papa Pio XII);

45- O dogma da “Imaculada Conceição de Maria”, decretado em 1854, é revogado, ou seja, a igreja ensinará que Maria foi concebida em estado de pecado original como os demais seres humanos;

46- A Igreja anuncia o fim da confissão auricular decretada em 1216; doravante os fiéis confessarão seus pecados diretamente a Deus;

47- Reconhece, portanto, que nenhum líder religioso, nem o papa, tem poder para conceder a absolvição dos pecados, mesmo após cumpridas as penitências impostas;

48- Fica proibido o uso de água benta (água misturada com um pouco de sal e abençoada por sacerdote), óleo santo e ramos bentos;

49- Também são vedadas as velas de cera e círios (de origem pagã e utilizados pelo romanismo desde o ano 320);

50- Não mais serão oficiadas rezas pelos mortos, missas de corpo presente, missas de 7º dia, de 30º dia, de um ano, etc, pois também são de origem pagã, inócuas e contrárias aos ensinos bíblicos;

51- Não mais serão observados jejuns durante os dias da Quaresma e nas sextas-feiras (decretados no ano 998);

52- Fica cancelada a prática do “beija-pé” ou “beija-mão” do papa e de qual-quer líder religioso (decretada em 709 pelo Papa Constantino);

53- O Colégio dos Cardeais (em vigor desde 927) será desativado e substituído por convenções ou congressos abertos a todos os fiéis;

54- A igreja não mais ensinará sobre a classificação de pecados (mortais e veniais);

55- Ficam proibidas as devoções ao Divino Pai Eterno, Sagrado Coração de Jesus, Coração de Maria, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo Rei, Imaculada Conceição, etc, por configurarem idolatria;

56- Será repelida qualquer menção ao conceito da regeneração batismal, tendo em vista a suficiência do sacrifício de Cristo e a doutrina da salvação pela graça mediante a fé;

57- Cada indivíduo poderá interpretar as Escrituras por si próprio, sem depender do chamado “magistério oficial da Igreja”, que, a propósito, deixará de existir;

58- Fica cancelado o Dogma da Virgindade perpétua de Maria, decretado no ano 649, durante o Concilio de Latrão;

59- A igreja condena a intolerância e perseguição a quaisquer grupos religiosos (cristãos ou não cristãos, minoritários ou majoritários);

60- Fica abolido o conceito de “sacramento”, inexistente nas Escrituras; portanto o dogma dos “sete sacramentos” (eucaristia, batismo, crisma, ordenação, matrimônio, extrema-unção e penitência) passa a ser considerado anti-bíblico;

61- A igreja cancelará os anátemas lançados sobre a Reforma Protestante durante o Concílio de Trento, bem como outros constantes dos decretos papais, dirigidos àqueles que discordassem dos seus dogmas;

62- A igreja não mais ensinará o dogma da pretensa “autoridade de Pedro como detentor das chaves do Reino e da Igreja”, tendo em vista o conteúdo de Mateus 18:18;

63- Para elidir qualquer reivindicação de supremacia ou dominação por trás do chamado “ecumenismo”, esse movimento será desativado e desestimulado;

64- A Igreja pedirá publicamente perdão aos judeus, muçulmanos e demais cristãos pelo sangue derramado na Inquisição, nas Cruzadas, guerras santas, Noite de São Bartolomeu, etc;

65- Nem a extrema-unção (adotada em 526), nem o viático serão administrados aos doentes e moribundos; os fiéis deverão apenas orar pelos enfermos;

66- Não será admitido o uso do latim nas missas, nem mesmo em ocasiões solenes;

67- Penitências não mais serão exigidas nem admitidas: os fiéis deverão experimentar sincero arrependimento e abandonar o pecado;

68- A igreja repudia qualquer contaminação ou influência do paganismo sobre a pureza das doutrinas bíblicas e veda qualquer cumplicidade e co-participação no sincretismo religioso espírita e pagão;

69-Não será permitida nem patrocinada qualquer modalidade de romaria e de procissões de imagens (terrestres, marítimas ou fluviais);

70- A igreja lamenta ter emitido, no passado, decreto proibindo a leitura da Bíblia; doravante os fiéis serão estimulados ao estudo das Escrituras;

71- Todos os catecismos serão cancelados, a igreja determinará o uso da Bíblia como única regra de doutrina, fé e prática;

72- A igreja não mais adotará o uso dos “credos”; para fins teológicos serão considerados válidos apenas o Credo dos Apóstolos e o de Niceia;

73- É abolido o sinal da cruz, considerado superstição;

74- Também é proibido o culto à cruz, relíquias e imagens (vigente desde o ano 786);

75- A igreja passar a glorificar única e exclusivamente a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo, que é o Consolador, Mestre e Orientador da Igreja prometido por Cristo;

76- A igreja não estimulará a vida religiosa reclusa em mosteiros ou claustros;

77- A cerimônia do lavapés não mais será obrigatória;

78- A igreja reconhece o princípio da “sola scriptura” e considera a Bíblia como única fonte de revelação; destarte a chamada “tradição apostólica” se resume aos escritos constantes do Novo Testamento, sendo desprezada a “tradição oral” e outros acréscimos posteriores aos pontos de doutrina;

79- Não mais serão empregados, em relação a Maria, por serem contrários às Escrituras, epítetos tais como: Nossa Senhora, Mãe de Deus, Mãe da Igreja, Rainha das Famílias, Rainha do Céu, Mãe de todas as graças, Mãe do Criador, Intercessora, Imaculada, Virgem das Virgens, Rainha dos Anjos, Rainha dos Profetas e dos Patriarcas, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Confessores, Rainha dos Mártires, Rainha de todos os Santos;

80- São condenados e proibidos os cultos a “Madonas” e “Nossas Senhoras” – Aparecida, de Lourdes, de Nazaré, de Fátima, do Perpétuo Socorro, de Guadalupe, da Conceição, do Rosário, do Carmo, da Candelária, da Penha, de Caravaggio, dos Navegantes, das Graças, das Dores e tantas outras;

81- Será abolida qualquer referência a Maria como “co-redentora”, visto que o nosso único e suficiente Redentor é Cristo;

82- A igreja condena a instituição de padroeiros de profissões, de cidades, países, instituições, etc;

83- Fica extinto o calendário litúrgico católico – Ano Mariano, Jubileu, quaresma, semana santa, etc;

84- Não mais serão emitidos os “Nihil obstat”, “imprimatur” e autorizações semelhantes;

85- Será abolida a comemoração do Dia de Finados, dias santos, isto é, consagrados aos santos e anjos, mantendo-se apenas o Natal e o Domingo da Ressurreição;

86- Será banido o uso do latim em documentos da igreja; somente as lín-guas oficiais de cada país serão admitidas;

87- Os 10 mandamentos serão ensinados como preceituados na Bíblia (Êxodo 20) e não como consta nos catecismos católicos (excluindo o mandamento que proíbe a idolatria);

88- Os fiéis estão proibidos de fazer promessas ou votos aos chamados “santos” e/ou aos anjos;

89- Qualquer reverência feita perante líderes religiosos que configure adoração (especialmente genuflexão) será terminantemente proibida;

90- O patrimônio imobiliário não consistente de templos, residências de religiosos, seminários, escolas, creches, asilos, museus, orfanatos e outros imóveis de uso constante da Igreja será alienado e a renda reverterá em benefício de obras missionárias ou assistenciais;

91- Os museus poderão ser doados às respectivas comunidades, ou a universidades e organizações (governamentais ou não) para uso de todos os cidadãos, a critério da (s) congregação (ões) de cada cidade;

92- Deverão ser instituídas escolas dominicais em todas as igrejas e os cha-mados “cristãos nominais” deverão ser evangelizados visando sua conversão genuína e sua participação ativa no Reino de Deus;

93- Será desestimulada e condenada toda e qualquer ligação com práticas animistas (acender velas, portar círios e talismãs), espíritas ou pagãs (horóscopos, mapa astral);

94- A liturgia será simplificada a fim de não mais se permitir cerimonialismo, luxo, pompa, farisaísmo, ostentação e rígidos rituais nos cultos;

95- Enfim, a Igreja deixa de ser “mariocêntrica” para ser cristocêntrica, assim como a igreja primitiva, adotando os lemas do Apóstolo Paulo: “Para mim o viver é Cristo” (Fil. 1:21a) e “Porque resolvi nada saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (I Cor. 2:2).
Fonte: Rocha Ferida.

Governo Econômico Europeu: UMA Moeda, UM Governo, UM Parlamento, UM Orçamento... UM LÍDER!

(O Anticristo bate às portas...)


O presidente francês, François Hollande, propôs nesta terça-feira (14/jul) que os países da moeda única contem com um Governo, um Parlamento e um orçamento próprios. Para conseguir isso, Paris vai trabalhar em estreita cooperação com Berlim, porque “só quando a França e a Alemanha estejam unidas a Europa poderá avançar”, como ocorreu na longa noite de domingo para segunda no fechamento do primeiro acordo com Atenas.
 
Durante sua tradicional entrevista anual transmitida pela TV por causa da festa nacional francesa, Hollande destacou que a zona do euro precisa desse “Governo econômico” para ser “mais forte”, mas também de maiores doses de democracia em seu funcionamento. Por isso, afirmou que deve haver também uma assembleia de parlamentares dos países que compartilham a moeda europeia.

Apesar das drásticas medidas sem precedentes impostas a Atenas, Hollande rejeitou o emprego do termo “humilhação”. Disse que teria havido humilhação se a Grécia fosse “expulsa” da zona do euro —uma “tentação” demonstrada por “alguns sócios”, em clara referência à Alemanha. Para o líder francês, houve o contrário: “uma verdadeira solidariedade” para com a Grécia, pois a Europa vai emprestar novamente 85 bilhões de euros (cerca de 292 bilhões de reais) e investir outros 35 bilhões de euros (120 bilhões de reais).

Hollande contou que foi contra a realização do referendo organizado pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. E que, após o triunfo do não, falou com Tsipras e disse que com esse resultado ele estava “mais forte” na Grécia, mas “mais fraco” na União Europeia. A Alemanha, de fato, “endureceu” sua posição devido à consulta. Na mesma conversa, Hollande perguntou se Tsipras queria manter a Grécia na zona do euro. Ante a resposta afirmativa, respondeu-lhe: “A França o ajudará”.

Nesse contexto, Hollande explicou a sua intermediação nas tensas negociações da semana passada: “Foi a Europa que ganhou, e a França ocupou seu espaço, desempenhou seu papel”. Se a Grécia tivesse saído do euro, diz ele, Paris teria perdido “metade” dos mais de 42 bilhões de euros (143 bilhões de reais) que emprestou à Grécia.

Os atentados jihadistas e a permanente ameaça terrorista contra a França foram o segundo assunto mais mencionado por Hollande. “Toda semana, desativamos, impedimos ou prevenimos atos terroristas”, afirmou. Por isso, ele defendeu a utilização de mais meios pelos serviços de informação, inclusive os previstos pela polêmica lei que inclui o rastreamento e a coleta massiva de dados eletrônicos sem controle judicial. “Somos um povo que jamais deve ceder à ameaça nem demonstrar medo, ainda que ele possa existir”, afirmou.

A mobilização militar nas ruas, com 7.000 homens e outros 3.000 disponíveis, continuará pelo menos até o final deste ano. No total, são 31.000 policiais, gendarmes, agentes de inteligência e militares dedicados especialmente à vigilância e à luta contra o terrorismo.

O presidente francês reiterou que não será candidato nas eleições presidenciais de 2017 se não houver redução do desemprego, hoje na faixa dos 10,4%. A França está crescendo —ao redor de 1%—, mas de forma “muito lenta” e insuficiente para criar emprego.

Fonte: Jornal espanhol El País.